Pressão de Verstappen? Leclerc explica por que bateu na França: “Lutando com os limites”
Monegasco da Ferrari negou tal hipótese e justificou batida em Paul Ricard, afirmando que errou sozinho por estar "lutando com os limites". Entretanto, Leclerc mostrou tom mais otimista e sinalizou: não há cenário de terra arrasada
A Fórmula 1 está prestes a iniciar seus trabalhos para o fim de semana na Hungria, mas a batida de Charles Leclerc no GP da França ainda reverbera. O monegasco da Ferrari errou sozinho quando ocupava a liderança da corrida – oferecendo a vitória de bandeja para o então segundo colocado e principal rival na temporada, Max Verstappen.
Perguntado se a pressão do holandês em Paul Ricard poderia ser utilizada como justificativa para o incidente, Leclerc, no entanto, negou.
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“A pressão real, eu tive quando Max estava realmente atrás. E então (na volta 18), Max já havia mudado para uma estratégia não ideal, então eu só tive que me esforçar e me concentrar na minha própria corrida, o que eu estava fazendo. Mas então, obviamente, quando você está lutando com os limites, às vezes os erros podem acontecer, e eu acho que esse é um tipo de erro em que eu fui longe demais – e é isso”, explicou o piloto da escuderia italiana.
Com o acidente esclarecido e a ajuda do tempo, Leclerc mudou de opinião quanto às consequências da batida na França para o restante do campeonato. Antes, o monegasco mostrava postura impiedosa consigo, chegando a dizer que “não merecia ser campeão” assim. Agora, o piloto da Ferrari disse estar pronto para deixar o ocorrido em Le Castellet para trás.
“Não há nada que me ajude: remoer meu erro ou ficar no passado com ele. Não. Cometi o erro, me custou muitos pontos, estou ciente disso, e é isso. Agora, eu só preciso seguir em frente, focar 100% neste fim de semana, tentar fazer o melhor possível, tentar vencer esta corrida, e então tenho certeza que tudo correrá bem”, afirmou Leclerc.
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O tom mais otimista se estende também para as próprias pretensões em Hungaroring. Leclerc reconheceu que o circuito não é um de seus melhores – mas isso não implica, necessariamente, em derrota. Há um exemplo na temporada atual, inclusive, que prova isso.
“Acho que teremos um carro forte. Acho que Paul Ricard e Budapeste são duas pistas onde tive um pouco mais de dificuldades no passado, a nível pessoal – mas a Austrália também costumava ser esse mesmo caso e, no final, consegui ter um grande fim de semana lá. Então espero que, agora, eu também possa mudar as coisas”, finalizou.
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