Power quebra recorde de poles, mas bi fica marcado por corridas de recuperação

Will Power não teve grande média de posição de largada na Indy em 2022, mas compensou isso com a quarta melhor média de chegada dos últimos dez campeões da categoria

POWER BICAMPEÃO DA INDY: A CORREÇÃO DE UMA INJUSTIÇA HISTÓRICA

O bicampeonato de Will Power na Indy em 2022 foi a consagração de um piloto que foi extremamente consistente nos seus resultados de corrida. O australiano só teve uma vitória na temporada, mas, com nove pódios em 17 corridas, acabou conquistando o título sem muitos sustos. O ano de Power ainda foi coroado com a quebra do recorde de pole-positions de Mario Andretti, e o piloto da Penske agora é o líder isolado da história da categoria no quesito.

Contudo, engana-se quem pensa que as classificações foram fundamentais para Will conquistar a Astor Cup pela segunda vez. Na verdade, o piloto de 41 anos teve a sua segunda pior marca de média de posição de largada desde que chegou à Penske, com 7,65, perdendo apenas para 2021, quando Power largou em média na 9,44 posição.

Will Power celebra vitória em Detroit com tradicional mergulho na fonte (Foto: Penske)

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Sua temporada foi justamente marcada pelas corridas de recuperação, algo que o próprio piloto brincou mais de uma vez, dizendo que nunca podia esperar um dia normal e até que estava gostando de ter que escalar o pelotão.

Quando comparamos o desempenho de Power na média de largada e de chegada com as temporadas dos últimos dez campeões da Indy, é possível perceber que o australiano de fato não teve um ano excelente nas classificações, mesmo com cinco poles conquistadas, e que o diferencial foi sua capacidade de terminar com frequência nas primeiras posições.

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Will Power não teve grande média de posição de chegada em 2022 (Gráfico: André Netto)

Comparando com os dez últimos campeões, começando com Scott Dixon em 2013, que ainda tem mais três títulos no período, Will só teve desempenho melhor nos treinos classificatórios do que Dixon em 2013 e 2020 e Josef Newgarden em 2017.

Olhando para seus rivais em 2022, o australiano teve apenas a quarta melhor média de largada, ficando atrás de seus dois companheiros de equipe, Newgarden e Scott McLaughlin, e também de Pato O’Ward, da McLaren.

Quando olhamos para as posições médias de chegada, a história muda. Ninguém teve uma melhor média de posição final do que o piloto do carro #12, com o australiano recebendo a bandeira em média na 5,94 posição. Um grande diferencial para a conquista do bicampeonato em 2022, já que Dixon teve a segunda melhor marca, com apenas 6,71.

Will Power se destacou nas recuperações nas corridas na Indy 2022 (Gráfico: André Netto)

Em relação aos dez últimos campeões, Power também se destaca historicamente. No período analisado, ele só tem média de posição de chegada inferior às de Scott em 2020 e 2018 e de Josef em 2019, uma diferença grande em relação aos números das classificações.

Os números mostram de fato a mudança de mentalidade de Will: pensando desde o início do campeonato no resultado a longo prazo, o agora bicampeão priorizou sempre conquistar o maior número de pontos possíveis. Mesmo que os resultados nas classificações nem sempre fossem os melhores, Power entregou grandes provas de recuperação que o fazerm merecedor do título da Indy em 2022.

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