Russell diz que Mercedes pode bater Ferrari, mas vê vitória em 2022 “muito difícil”
George Russell demonstrou desânimo sobre vencer uma corrida pela Mercedes ainda em 2022 devido à inconsistência do carro, mas reconheceu possibilidade de bater as Ferrari
O GP da Cidade do México representava a principal oportunidade de vitória da Mercedes em 2022, após uma temporada que começou desastrosa e vai se encerrar com a equipe em um nível consideravelmente superior. Apesar disso, Max Verstappen dominou mais uma vez e levou a Red Bull ao topo do pódio pela 14ª vez no ano, um recorde na Fórmula 1. George Russell, ao comentar sobre a possibilidade de vencer ainda em 2022, citou a inconsistência do W13 como entrave principal.
“Mostramos nesses dois últimos finais de semana que houve uma certa flutuação no rendimento”, admitiu Russell ao portal inglês Sky Sports. “Sinto que provavelmente tínhamos o carro mais rápido no México, e se tivéssemos feito a mesma estratégia da Red Bull, provavelmente poderíamos lutar com eles”, explicou.
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Apesar da possibilidade de desafiar a Red Bull no México, Russell duvida que o ritmo reapareça nas corridas finais do campeonato — em Brasil e Abu Dhabi. Para o britânico, as características das pistas não prometem facilitar para o lado alemão — no entanto, deixar as Ferrari para trás segue como um plano possível para o inglês.
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“No Brasil, provavelmente iremos ter um meio-termo entre os dois [em termos de performance]”, salientou. “Realisticamente, provavelmente será muito difícil terminar à frente da Red Bull em qualquer uma das corridas esse ano. A Ferrari, por outro lado, acho que podemos vencer”, admitiu.
Chefe da Mercedes, Toto Wolff preferiu ter cautela sobre a disputa contra a equipe italiana — que possui 40 pontos a mais do que os alemães no Mundial de Construtores, o que deixa a disputa aberta a duas corridas do fim. Para o austríaco, é necessário ver o que o carro consegue fazer em condições normais, já que o México trouxe a melhor apresentação do ano e isso acaba influenciando na comparação.
“Temos que ser cuidadosos e não pular para conclusões precipitadas”, disse Wolff. “Eles [Ferrari] claramente não foram rápidos neste fim de semana, mas o nosso foi o melhor do ano em nossas simulações. Vamos ver o que acontece no Brasil. Terminar em segundo seria ótimo para todas as pessoas, e uma vitória seria algo fantástico. Além disso, demonstraria que o carro é rápido”, finalizou.
A Fórmula 1 continua no próximo fim de semana, entre os dias 11 e 13 de novembro, com o GP de São Paulo, etapa brasileira, direto de Interlagos. O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo ‘IN LOCO’ com equipe cheia.
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