Honda explica contratação de ex-diretor da Suzuki: “Era importante trazer ar fresco”

Diretor da HRC, Tetsuhiro Kuwata afirmou que o motivo de contratar alguém como Ken Kawauchi era a necessidade da Honda de trazer novas ideias e pontos de vista para o projeto da RC213V

Na tentativa de colocar a RC213V de volta aos trilhos na MotoGP, a Honda recorreu ao ex-diretor-técnico da Suzuki. A partir de 2023, Ken Kawauchi assume o posto que era de Takeo Yokoyama, que passará a cuidar do grupo de engenheiros da HRC diretamente no Japão.

A mudança chamou atenção, não só por dar um destino a um funcionário de alto escalão da Suzuki, que abandonou o Mundial de Motovelocidade após o fim da temporada passada, mas também pelo fato de a Honda ter recorrido a alguém de fora da estrutura da marca.

Ken Kawauchi (esquerda) será o novo diretor-técnico da Honda (Foto: Dvulgação/MotoGP)

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No entanto, era notório que a Honda precisava de um empurrãozinho depois de um 2022 caótico. Acostumada com vitórias e títulos, a marca da asa dourada fechou a temporada passada na última colocação do Mundial de Construtores, 293 pontos atrás da campeã Ducati.

Diretor da HRC, Tetsuhiro Kuwata justificou a decisão de recorrer a um profissional vindo de fora e assumiu que a Honda precisava de um pouco de “ar fresco”.

“O motivo para contratarmos engenheiros de fora é para que nos tragam novas ideias, novos pontos de vista e ar fresco”, disse Kuwata em entrevista a um grupo de jornalistas no Japão. “É a mesma coisa que se busca quando incorporamos engenheiros europeus”, justificou.

“A experiência e o conhecimento de alguém que vem de fora supõe um bom estimulo que vai fazer com que a HRC avance”, apostou. “Para que a Honda possa avançar, era importante trazer ar fresco”, defendeu.

Com o acerto com a Honda, Kawauchi seguirá trabalhando com Joan Mir e Álex Rins, já que o campeão de 2020 estará ao lado de Marc Márquez na equipe de fábrica e o #42 vai defender a satélite LCR.

Ainda, Kuwata admitiu que a Honda se perdeu em 2022 tentando evoluir a RC213V introduzindo um montante de peças novas.

“No ano passado, nos propusemos a melhorar o rendimento da moto a partir da introdução de novas peças. Mas, no final, nossa ânsia por reagir de forma rápida em várias frentes fez com que nos perdêssemos”, encerrou.

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