Hughes explica rápida adaptação na FE após pole na terceira corrida: “Faço o que já sei”

Após início arrebatador na Fórmula E, com três top-10 e uma pole, Jake Hughes admitiu que não sabe explicar a adaptação instantânea à categoria e pediu calma para quando algo der errado

Entre tantas novidades na temporada 2022/2023 da Fórmula E, que conta até mesmo com uma nova geração de carros — os Gen3 —, o início do novato Jake Hughes é certamente uma das que mais têm chamado atenção. O piloto da McLaren pontuou nas três corridas que fez até aqui, com direito à primeira pole da carreira, em Diriyah, e admitiu que recebe questionamentos constantes sobre como conseguiu se adaptar de forma instantânea à categoria.

“Para ser sincero, já me fizeram muitas perguntas semelhantes este ano, sobre o motivo de eu me dar tão bem com o carro”, disse Hughes. “De certa forma, não posso responder, porque apenas faço o que já sei naturalmente. Como pilotos de corrida, pilotamos até o limite da aderência que temos”, destacou.

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Apesar das semelhanças entre o monoposto da Fórmula E e os outros carros que já pilotou na carreira, Hughes admite que o Gen3 traz um desafio a mais em termos de regeneração de energia. Após sua estreia, na Cidade do México, foi possível ver Jake conversando com outros pilotos sobre a “absurda” exigência física de uma corrida na categoria.

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Pole em Diriyah, Jake Hughes está em alta na Fórmula E (Foto: McLaren)

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“O carro da Fórmula E continua tendo acelerador, freios, volante. Então, nesse ponto, é simplesmente um carro de corrida”, ressaltou. “Mas há varias mudanças para alguém como eu, que vem de uma categoria júnior como a Fórmula 2, e é necessário se adaptar”, avaliou o britânico.

“Há muito mais software, um número muito maior de controles que temos de configurar”, comentou. “Por esse ponto de vista, estou sempre aprendendo e já me sinto em um bom nível”, observou.

Na visão de Hughes, todos os aspectos do carro da McLaren até aqui casam com suas habilidades, o que tem permitido um nível de atuação consistente em 2023. No entanto, o britânico admite que nem sempre será assim e adiantou que é necessário ter “cabeça fria” no momento em que as coisas derem errado para o time inglês.

“Acho que, no geral, a dinâmica básica do carro está muito bem adaptada a mim, em termos de pneus, de como o chassi se comporta, e também em termos de como nós — na McLaren — configuramos nosso carro”, disse. “Por isso, acho que as coisas têm acontecido de forma bastante natural até o momento. Mas é claro, haverá um momento neste campeonato em que as coisas não correrão tão bem, e será importante manter a cabeça fria”, finalizou.

Após o TL1, liderado por Sébastien Buemi, o fim de semana da Fórmula E em Hyderabad continua nesta sexta com o TL2, a partir das 23h30 (horário de Brasília). A classificação para a corrida acontece às 2h de sábado, invadindo a madrugada, enquanto a corrida está programada para as 6h30. Você acompanha a cobertura completa no GRANDE PRÊMIO.

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