Ganassi diz que ameaça da Honda “chama atenção”, mas vê Indy “certa” sobre novo motor
Além de notar a declaração da Honda sobre uma eventual saída da Indy, Chip Ganassi concordou com a decisão da categoria de implementar os novos motores após a Indy 500
Depois de a Honda cogitar deixar a Indy em 2026 por causa dos altos custos, Chip Ganassi, dono da equipe que leva seu sobrenome, não deixou os comentários passarem despercebidos e afirmou que, nos próximos dias, vai ser preciso ficar de olho em toda a situação. O dirigente ainda aproveitou a oportunidade para falar sobre os impasses que a categoria tem enfrentado com o novo regulamento de motores, que entra em vigor em 2024.
A Honda estuda a possibilidade de deixar a Indy ao fim do contrato, que acaba em 2026. Uma das razões por trás da decisão é o crescente gasto anual para fornecer motores para mais da metade dos 27 carros que compõem o grid em tempo integral, além das dezenas de unidades extras no mês de maio para as 500 Milhas de Indianápolis.
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De acordo com Chuck Schifsky, gerente da Honda norte-americana, a entrada de um novo fornecedor na categoria tornaria as operações mais fáceis, uma vez que o trabalho não ficaria concentrado apenas na empresa japonesa e na Chevrolet.
“Sim, isso nos preocupa. Se optarmos pela não renovação, será esse o motivo. Não temos um terceiro fabricante e a razão para isso tem a ver com o gasto. Se o retorno do investimento correspondesse, teríamos com certeza outras montadoras envolvidas”, disse Schifsky.

A situação preocupou Chip Ganassi, que tem sua equipe como uma das clientes da Honda.
“Ouvi os mesmos comentários que todos nós lemos, e realmente não conversei com a Honda ultimamente, ou ainda não os chamei para discutir o que exatamente eles planejam e para onde estão indo. Mas acho que certamente chamou nossa atenção e é algo que devemos ficar de olho”, afirmou Ganassi.
Além disso, Chip aproveitou para falar sobre o novo adiamento da introdução dos motores híbridos da categoria, que serão implementados após a Indy 500, em maio de 2024. Embora tenha definido a decisão como “lamentável”, reconheceu que foi o caminho certo a se seguir.
“É lamentável, sem dúvida. Mas, provavelmente é a decisão certa, sabendo tudo o que sei. Claro, não é a nossa primeira escolha, eu não diria que é a melhor coisa a fazer para adiar, mas é a coisa certa a fazer com tudo o que sei”, seguiu Chip.
“Se eles trouxerem isso no meio da temporada, não acho que seja tão complexo quanto as pessoas pensam. Nos testes que fizemos com o híbrido, as equipes vão achar muito fácil mudar para essa configuração quando chegar a hora. Não vejo isso como grande coisa”, finalizou Ganassi.
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