Kobayashi diz que “não pode falar sobre BoP” após pole: “Assunto muito técnico”

Pole nas 6 Horas de São Paulo, o piloto japonês também falou sobre comprometimento como piloto e o acerto do carro para performar em Interlagos

Kamui Kobayashi fez valer a experiência e cravou a pole-position da classe dos hipercarros com o Toyota #7 nas 6 Horas de São Paulo e o japonês atribuiu o bom desempenho ao seu comprometimento como piloto para obter o melhor resultado. A disputa da pole nos hipercarros foi intensa, com os carros de ToyotaPorsche Jota variando a distância nos décimos de segundo. Com menos de dois minutos, a Toyota pegou a dobradinha puxada pelo #7 ao volante e 1min23s140 como marca a ser batida.

Porsche Penske #5, guiado por Matt Campbell, era quem mais se aproximava do japonês, a 0s191 da melhor marca. Até deu tempo para mais alguma tentativa, mas o resultado estava mesmo decidido.

“Para conseguir a pole, você precisa ter o melhor carro. Obviamente, você também precisa ter muito comprometimento como piloto para tirar o máximo do carro. Se forçar demais, é claro, você pode cometer um erro, mas se você ficar 0s1 ou 0s2 atrás, você não consegue a pole”, afirmou Kobayashi, durante entrevista coletiva.

“O carro precisa estar incrível, e o piloto precisa tirar tudo. É muita pressão, mas é assim que funciona em qualquer categoria, até nos karts. Precisa de um grande carro e muito comprometimento do piloto”, continuou.

Kamui Kobayashi colocou o Toyota #7 na pole das 6 Horas de São Paulo (Foto: Toyota Gazoo Racing)

Perguntado pelo GRANDE PRÊMIO como ele viu a contribuição geral do BoP (Balanço de Performance) entre os hipercarros na prova brasileira, Kobayashi se recusou em responder. Há uma recomendação para que pilotos e chefes de equipe não comentem sobre as decisões do BoP. A Toyota engordou 7kg a mais após as 24 Horas de Le Mans e viu a Ferrari também receber mais peso para igualar a carga do carro japonês.

“Não posso responder nada sobre o Balanço de Performance”, disse. “Minha resposta é… não posso comentar sobre o Balanço de Performance, desculpe. Isso mostra o quanto é um assunto técnico”, afirmou.

Sobre a temperatura em São Paulo e o trabalho do carro no frio, o japonês explicou que os hipercarros funcionam da mesma maneira, independentemente do clima. “Quando você olha para Le Mans, nós pilotamos de dia e depois no meio da noite, que tem uma mudança enorme de temperatura. Então, acho que não tem um grande efeito no nosso carro porque temos muita experiência em acertá-lo para quando o tempo está frio. Os pilotos também são experientes em gerenciar isso”, relatou Kobayashi.

Kobayashi comemorou pole em Interlagos (Foto: Toyota Gazoo Racing)

“Acho que nosso carro não sofre uma grande influência por causa do clima devido à forma que ele é desenvolvido. Em qualquer temperatura, precisamos otimizar o carro. É assim que carros de endurance são desenvolvidos. Então, dá para ter muita confiança, mesmo quando a pista está bem fria”, explicou o ex-F1.

GRANDE PRÊMIO cobre in loco as 6 Horas de São Paulo com Victor Martins, João Pedro Nascimento, Pedro Luis Cuenca, Luana Marino, Bernardo Castro, Kaio Esteves, Vicente Soella, Carol Vergílio e Rodrigo Berton. A equipe de transmissão terá Matheus Pinheiro na narração e comentários de Bruno Taiar e Ricardo Arcuri. No domingo (14), a GPTV, o canal 1 no YouTube, começa a exibição das 6 Horas de São Paulo às 11h, com largada prevista para as 11h30.

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