Nielsen diz que “foi muito natural” lidar com problemas na Ferrari em vitória em Le Mans

Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, Nicklas Nielsen contou detalhes sobre como foi superar os problemas no carro #50 da Ferrari para vencer as 24 Horas de Le Mans. Dinamarquês também falou do bom relacionamento que tem com Antonio Fuoco e Miguel Molina

Responsável por guiar a Ferrari #50 nas voltas finais das 24 Horas de Le Mans, Nicklas Nielsen revelou ao GRANDE PRÊMIO detalhes daquele fatídico dia, quando teve de lidar com diversos problemas nos stints decisivos para conseguir segurar as rivais e cruzar a linha de chegada na primeira posição, conquistando a segunda vitória consecutiva da escuderia de Maranello no Circuit de La Sarthe – algo que não acontecia desde o penta entre 1960 e 1964.

Na ocasião, quando restava 1h45min para o fim da quarta etapa da temporada 2024 do Mundial de Endurance (WEC), o dinamarquês teve de obrigatoriamente ir aos boxes para resolver um problema com a porta do hipercarro, que não estava fechando, e, por isso, acabou perdendo a liderança para a Toyota #7, guiada por José María López naquele momento. Na tentativa de recuperar o tempo perdido, a última parada do bólido #50 da Ferrari aconteceu quando faltavam 50min, muito antes das principais concorrentes, o que demandou de Nielsen uma habilidade maior para conseguir chegar até a bandeirada final.

Além disso, o clima em Le Mans era dos mais adversos, com a chuva caindo em boa parte da prova e dificultando ainda mais a vida dos pilotos. Nicklas então foi questionado sobre como foi lidar com a pressão de ter de superar tais circunstâncias e vencer pela primeira vez na carreira a prova mais icônica do automobilismo, ao lado do italiano Antonio Fuoco e do espanhol Miguel Molina.

“Essa é uma pergunta muito boa. Você sabe, acho que, falando por mim, ficamos muito próximos de vencer no ano passado, ou pelo menos estivemos na briga pela vitória durante uma grande parte da corrida, e foi exatamente isso que aconteceu este ano”, começou o piloto de 27 anos.

Ferrai #50 durante as 24 Horas de Le Mans (Foto: DPPI)

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“Quando entrei no carro para os últimos três stints, a única coisa que eu tinha em mente era que deveria fazer de tudo para levar o carro até o fim na primeira posição. Sabia que tínhamos um problema com a porta, e depois com o baixo nível de combustível — exatamente por causa da porta. Mas para mim, eu precisava apenas focar no trabalho que deveria fazer”, lembrou o piloto da Ferrari.

“Tentei fechar a porta durante algumas voltas, mas era impossível. Então tentei ficar calmo, tentei focar no que eu tinha de fazer, gerenciando o combustível, obviamente, e acompanhando os dados que a equipe estava me fornecendo durante o stint”, apontou Nielsen, que apesar de todas as dificuldades, garantiu que não teve problemas para gerenciar a situação. “É fácil dizer isso agora, mas foi muito natural para mim ficar calmo e tentar lidar com essa situação da melhor maneira possível”, garantiu.

Ao lado de Fuoco e Molina, Nicklas entrou para a história ao registrar o nome na seleta lista de vencedores das 24 Horas de Le Mans. O dinamarquês fez questão de destacar o bom relacionamento que tem com os companheiros de equipe, ao lado de quem está competindo pelo segundo ano no WEC.

Nicklas Nielsen sendo subsituído por Antonio Fuoco na Ferrari #50 (Foto: Julien Delfosse / DPPI)

“O nosso relacionamento já era muito forte no ano passado, mas acredito que passamos a nos conhecer melhor este ano. Claro, Miguel e Antonio completaram uma temporada juntos no WEC antes, na GT, então eu era tipo o garoto novo chegando na equipe. Mas o que realmente mais gosto de competir aqui, não apenas falando do nosso carro, mas também do #51, é que nós somos mais parecidos com uma família do que realmente colegas. Realmente nos damos muito bem”, revelou.

“Acho que foi fácil ver, no ano passado, o quão feliz nós ficamos em ver o carro irmão vencendo em Le Mans, e também deu para perceber o quão feliz eles ficaram em nos ver vencer este ano. Não tenho nenhum receio em dizer que, em termos de relacionamento entre os carros e pilotos, acho que temos o melhor conjunto do paddock”, finalizou Nielsen.

A equipe de Maranello, porém, não conseguiu repetir a mesma performance durante as 6 Horas de São Paulo, realizada no último domingo (14). Em Interlagos, o #50 da Ferrari terminou a prova apenas na sexta posição, enquanto que o #51, guiado por Alessandro Pier Guidi, Antonio Giovinazzi e James Calado, foi o quinto mais rápido.

O Mundial de Endurance retorna de 30 de agosto a 1º de setembro em Austin, com a Lone Star Le Mans, sexta etapa da temporada 2024. O GRANDE PRÊMIO transmite a prova AO VIVO e COM IMAGENS.

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