Bagnaia faz limonada na sprint do Japão, mas vê Martín reduzir danos do pior grid do ano
Competitivo ao longo de todo o fim de semana em Motegi, Francesco Bagnaia fez o máximo possível no sábado (5) e reagiu na classificação da MotoGP, mas viu Jorge Martín minimizar os danos do pior grid do ano para evitar ceder muitos pontos
Francesco Bagnaia fez do limão uma limonada na corrida sprint do GP do Japão. Aproveitando o bom ritmo que exibiu ao longo de todo o fim de semana, o italiano acertou a mão na largada e capitalizou com um erro de Pedro Acosta para vencer e somar o máximo possível de pontos neste sábado (5) em Motegi.
Olhando para a classificação, o campeão vigente recuperou um pouco do atraso, com a diferença caindo de 21 para 15 pontos. Mas o maior mérito nesta redução desses seis pontos não está nas mãos do italiano, mas sim nas de Jorge Martín, que conseguiu limitar bem os danos após a pior classificação desde que largou em 12º na Áustria no ano passado. O estrago para as pretensões de título do piloto da Pramac poderia ter sido muito maior.
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O revés de Martín é fruto de uma queda na classificação. Buscando o melhor tempo, o #89 caiu e não teve chance de fazer uma última volta rápida, o que o relegou ao 11º lugar, 1s285 atrás de Acosta, que faturou a primeira pole da carreira na MotoGP. Pecco, por outro lado, se colocou em segundo e, mais do que isso, acertou a mão na largada, o que não tem mais acontecido com tanta frequência.
Em um cenário como esse, Martín precisava de um excelente início de sprint. E foi justamente isso que ele fez. Ainda na primeira volta, o piloto da Pramac avançou para a quinta colocação. Ele chegou a cair para sexto, ao ser superado por Marc Márquez, mas se beneficiou da quebra de Brad Binder e também da queda de Acosta — que devolveu Pecco à ponta — para receber a bandeirada em quarto. Assim, Bagnaia somou 12 pontos, contra os 6 de Jorge.

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A posição ruim de largada de Martín seguirá sendo um problema para domingo. Mais uma vez, ele vai depender de uma largada excepcional, mas não só disso. O clima tem promovido idas e vindas no fim de semana e, assim, pode surpreender ao longo do GP. Além disso, Bagnaia também se mostrou competitivo.
Em suma, a boa margem que Martín conseguiu abrir na classificação do Mundial de Pilotos durante a passagem pela Indonésia pode ruir até a bandeirada no Japão. O que, claro, sequer surpreende, já que essa foi a tônica da temporada até aqui. Como todas as etapas de 2024, Motegi promete colocar, também, um grão decisivo na montanha da disputa do título.
A rivalidade, contudo, promete ser intensa em Motegi. Pecco, por exemplo, põe Acosta na briga pela vitória no GP.
“Foi uma corrida complicada. As condições não eram das melhores”, disse Pecco à emissora italiana Sky. “Larguei bem, mas Acosta estava muito forte: ele caiu, mas, no domingo, será um candidato à vitória”, assegurou.
Bagnaia já disse que não gosta das corridas sprint, mas a vitória em Motegi foi a sexta dele em 16 etapas do ano, o que representa um aproveitamento de 37,5%. O próprio Martín, que sempre teve nas disputas curtas um trunfo, venceu menos, só cinco vezes (31,2% das disputas).
“Trabalhei muito, mesmo que não seja o meu tipo de corrida”, destacou o bicampeão da MotoGP.
A largada do GP do Japão de MotoGP, em Motegi, está marcada para as 2h (de Brasília) deste domingo. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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