Parlamentar pede apuração sobre compra da Dorna pelo Liberty Media à Comissão Europeia

Pascal Arimont, membro do Parlamento Europeu, pediu que a Comissão Europeia investigue o Liberty Media por temor de monopólio no mundo do esporte a motor caso a compra da Dorna seja consolidada

Um integrante belga do Parlamento Europeu pediu à Comissão Europeia uma investigação sobre o Liberty Media por temor de monopólio no esporte a motor. Pascal Arimont quer saber se existe o risco de um domínio comercial uma vez que a compra da Dorna, detentora dos direitos comerciais da MotoGP, for efetivada.

Em abril passado, o Liberty Media anunciou a aquisição de 86% das ações da Dorna Sports por US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 23,7 bilhões). No entanto, a finalização do acordo depende da aprovação de diversos órgãos antitruste ao redor do mundo, inclusive na União Europeia e no Brasil.

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Em território nacional, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) já aprovou o negócio sem restrições.

De acordo com o jornal Het Belang van Limburg, Arimont, que representa o Partido Social Cristão, defende que “deve existir uma competição justa para proteger os consumidores” e questiona se esse é o caso com o Liberty Media.

Liberty Media ainda depende de aprovação para comprar a Dorna (Foto: Gold & Goose/Red Bull Content Pool)

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Em 2017, o grupo norte-americano comprou a Fórmula 1 da CVC Capital. O Liberty também é dono de Fórmula 2 e Fórmula 3, enquanto a Liberty Global detém os direitos da Fórmula E. Com a compra da Dorna, a gigante de comunicação assume não apenas a MotoGP, mas também Moto2, Moto3, MotoE, Mundial de Superbike, Mundial Feminino de Motovelocidade e algumas categorias de base.

Na época em que a F1 foi adquirida pela CVC, a Comissão Europeia só autorizou o negócio após a venda da participação na MotoGP, que acabou sendo adquirida pela Bridgepoint, que agora repassa as ações junto com a fatia pertencente a um fundo de pensões canadense.

Diretor-executivo do Liberty Media, Greg Maffei já se mostrou confiante na aprovação do negócio, já que acredita que a CVC só não conseguiu fechar o negócio por causa do pouco tempo disponível que tinha para concluir a transação.

“Acordos comerciais tornam muito difícil que novas equipes entrem na Fórmula 1, possivelmente restringindo a competição de maneira ilegal”, alega Arimont.

A Fórmula 1 está sob investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos por causa do veto à entrada da Andretti na categoria.

O prazo legal para que a Comissão Europeia responda a Arimont é de seis semanas. Assim, a resposta de Margrethe Vestager, Comissária de Competição, deve chegar até 1 de dezembro.

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