Verstappen diz que “não liga para elogios” e vê Schumacher como exemplo: “Só quero vencer”
Ao rebater as críticas em relação ao estilo agressivo que adota nos duelos de pista na Fórmula 1, Max Verstappen usou Michael Schumacher como exemplo para se defender, mas também disse que "é preciso usar o bom senso"
Muito criticado nas últimas semanas por causa das manobras um tanto quanto agressivas que foram aplicadas contra Lando Norris, principal concorrente na briga pelo título do Mundial de Pilotos, nos GPs dos Estados Unidos e da Cidade do México, Max Verstappen saiu em defesa do próprio estilo de pilotagem e citou até mesmo Michael Schumacher como exemplo. O piloto da Red Bull, no entanto, deixou claro que “é preciso usar o bom senso”.
No Autódromo Hermanos Rodríguez, em etapa realizada no último domingo (27), era apenas a décima volta quando o tricampeão, segundo colocado naquele momento, foi atacado pelo principal concorrente na disputa pelo campeonato. Em um duelo ainda mais duro em comparação com aquele que foi visto em Austin, o #4 da McLaren acabou sendo jogado para fora da pista pelo #1 em duas oportunidades. Como resultado, o neerlandês foi punido com 10s em cada um dos incidentes.
Verstappen acabou recebendo muitas críticas pela postura agressiva, e não só de nomes importantes de dentro do time papaia, como Andrea Stella e Zak Brown, mas, também, da eterna rival Mercedes. Toto Wolff, chefe das Flechas de Prata, chegou a dizer que viveu uma “experiência déjà-vu” quando viu a disputa entre Max e Lando no México, fazendo uma clara alusão aos duelos contra Lewis Hamilton na temporada 2021.
“Não me importo com elogios, só quero vencer. E sempre dou tudo por isso!”, declarou Max em entrevista ao jornal alemão Bild. “Isso provavelmente me conecta com pilotos como Michael [Schumacher]. Ele também nunca deixou de tentar nada para ter a maior chance possível de sucesso. Tanto dentro do carro, com seu estilo de pilotagem, quanto fora, no que diz respeito ao desenvolvimento do carro. Não há espaço para medo — mas também é preciso usar o bom senso”, continuou.
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Com 356 pontos na classificação, Verstappen possui um vantagem de 47 tentos sobre Norris. Charles Leclerc, da Ferrari, aparece em terceiro, com 291 pontos e chances mais remotas de tentar uma reviravolta. Além do top-3, o grid da F1 ainda possui nomes de peso, como Hamilton, George Russell, Oscar Piastri e Carlos Sainz. Desta forma, o neerlandês foi questionado se o #4 da McLaren é realmente o adversário mais forte que ele precisa enfrentar.
“Lando é um piloto muito bom, mas não há um grande rival que torne minha vida um inferno. As equipes estão muito próximas umas das outras para que seja sempre o mesmo duelo. Todo fim de semana é diferente. Alguns carros desempenham melhor em algumas pistas do que em outras. O mesmo acontece com os pilotos”, resumiu.
A Fórmula 1 segue neste fim de semana, entre os dias 1 e 3 de novembro, com o GP de São Paulo, etapa brasileira do calendário. O GRANDE PRÊMIO cobre ‘in loco’ com os repórteres Evelyn Guimarães, Gabriel Carvalho, Gabriel Curty, Luana Marino e Pedro Henrique Marum, além do fotógrafo Rodrigo Berton.
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