Governo admite chance, mas vê “trabalho árduo” para retorno do GP da Argentina

Secretário do turismo da Argentina, Daniel Scioli, afirmou que o país “está começando a trabalhar na possibilidade” de sediar um GP de Fórmula 1 novamente

Desde a estreia de Franco Colapinto na Williams, o interesse argentino pela Fórmula 1 tem crescido e a possibilidade de uma corrida voltar a ser realizada no país passou a ser discutida. No entanto, para Daniel Scioli, ex-vice-presidente e atual secretário do turismo da Argentina, ainda há “muito trabalho árduo” a ser feito para sediar um GP de F1.

O secretário confirmou que teve um “encontro cordial” com Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, mas evitou especular quando que o GP da Argentina pode voltar ao calendário. Segundo Scioli, em entrevista à revista inglesa Autosport, isso “vai depender da organização”. 

Ainda assim, Scioli se rendeu ao ‘efeito Colapinto’ e valorizou o “impacto político e social” da Fórmula 1. De qualquer forma, o secretário fala apenas em um “começo de trabalho” para trazer a categoria de volta à Argentina, que sediou um GP pela última vez em 1998. 

“Tenho muito orgulho do que Colapinto está fazendo como argentino. O carisma e as qualidades humanas e como piloto são maravilhosas. Em um momento em que a Fórmula 1 está crescendo, gerando cada vez mais expectativas. É um evento que vai além do esporte, com impacto político e social”, disse Scioli à Autosport

Franco Colapinto tem chamado atenção desde a estreia pela Williams em 2024 (Foto: Rodrigo Berton/Agência WarmUp)

“Estamos começando a trabalhar na possibilidade de trazer a Fórmula 1 de volta à Argentina. Stefano conhece muito bem a Argentina, ele tem as melhores lembranças do nosso país. O encontro foi muito cordial, tendo em mente que estamos falando sobre a organização de um evento que é o mais sofisticado do mundo em termos de logística de todos os tipos”, continuou.

No entanto, o projeto de um GP na Argentina esbarra em alguns problemas. O primeiro é a falta de uma vaga para Colapinto no grid em 2025. Mesmo impressionando e despertando interesse de outras equipes, como Alpine e Red Bull, o argentino não está garantido como titular para o ano que vem.

Segundamente, a Fórmula 1 já conta com 24 GPs por ano e não deve expandir para além disso. A categoria também estuda fazer um rodízio com algumas etapas europeias e planeja expandir para a África e acrescentar mais etapas na Ásia. Com isso, a Argentina teria de se encaixar em um calendário já bastante cheio e movimentado. 

Além disso, o país terá de contar com um grande investimento privado para revitalizar o Autódromo Oscar e Juan Gálvez, em Buenos Aires, e trazê-lo aos padrões atuais da F1. 

Franco Colapinto segue cobiçado na F1, mas sem assento para 2025 (Foto: Rodrigo Berton/Warm Up)

“Há muito trabalho árduo a ser feito para alcançar o objetivo. Temos de trabalhar na pista, em todos os requisitos de um evento tão sofisticado quanto este”, confirmou Scioli. 

Agora, a Fórmula 1 retorna entre os dias 21 e 24 de novembro para o GP de Las Vegas, nos Estados Unidos.

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