Binder destaca “trabalho intenso” na KTM e espera reação na MotoGP: “Estou melhor”

Brad Binder vai para a sexta temporada ao lado da KTM na MotoGP, mas este ano sabe que a montadora austríaca está no meio de grave crise financeira. Por isso, destacou o esforço dos funcionários na fábrica

Brad Binder se encaminha para a sexta temporada consecutiva na MotoGP, sempre com a equipe de fábrica da KTM. Nesta quinta-feira (30), a montadora austríaca exibiu a RC16 que vai competir na classe rainha do Mundial de Motovelocidade em 2025, mas com apenas uma apresentação discreta nas redes sociais.

O sul-africano viveu um ano de altos e baixos em 2024, começando com pódio logo na primeira corrida, mas depois sofrendo para alcançar resultados decentes ao longo do certame. Por isso, Binder admitiu que a última temporada serviu mais para aprendizado e desenvolvimento do que conquistas pessoais nas pistas.

“É loucura pensar que essa já é minha sexta temporada na MotoGP. Para ser honesto, 2024 foi o ano que provavelmente mais aprendi. E chego em 2025 me sentindo um piloto ainda melhor, meu objetivo é pegar o que aprendi e evoluir na luta com os pilotos que estão na frente”, afirmou.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2

Brad Binder vai para mais um ano ao lado da KTM (Foto: Sophie Fleischer/KTM)

Binder ainda comentou sobre as expectativas da KTM e mostrou-se confiante para o campeonato que começa na primeira semana de março. O piloto destacou o vice na disputa de marcas e elogiou o esforço na fábrica, mesmo em meio a uma grave crise financeira.

“Terminamos no segundo lugar no Mundial de Construtores, então temos apenas uma [montadora] na nossa frente. Quando vejo o trabalho intenso na fábrica e a energia nos bastidores, é bem claro que vamos chegar lá”, acrescentou.

Os problemas de caixa da KTM foram revelados no fim do ano passado, quando a montadora enfrentou mais de 3000 reclamações de credores, sendo a maior parte de funcionários com pendências financeiras. O grupo Pierer Mobility, que comanda a companhia, conseguiu até encontrar parceiros e garantir a presença na MotoGP, mas as dívidas passaram de € 2 bilhões — cerca de R$ 12 bilhões.

Além disso, a KTM demitiu centenas de funcionários e pausou temporariamente a fabricação das motos de rua enquanto se reorganiza com a empresa que controla o processo de autoadministração. A garantia do desenvolvimento da RC16 foi bem recebida, mas o futuro da montadora segue preocupando outras marcas do grid e também a Dorna, detentora dos direitos comerciais da MotoGPPara coroar o caos, ainda conviveu com a troca do CEO nos últimos dias.

MotoGP volta a acelerar entre 5 e 7 de fevereiro de 2025 para os primeiros testes de pré-temporada, em Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da MotoGP direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!