Marc Márquez cria parceria letal com Ducati e brinca com rivais na abertura da MotoGP
A união de um dos maiores pilotos de todos os tempos com a melhor moto da MotoGP gerou um domínio impressionante durante o fim de semana na Tailândia, com direito ao espanhol escolher como queria vencer a corrida depois de um pequeno drama com os pneus
A chegada de Marc Márquez na Ducati era uma das mais aguardadas dos últimos anos na MotoGP. Afinal, um dos melhores pilotos de todos os tempos estaria novamente em uma equipe de fábrica e com a moto que tem dominado a categoria. Muitos podem ter duvido se o espanhol conseguiria atuar em alto nível logo de cara, mas jamais duvidar do talento. O GP da Tailândia foi uma pequena amostra do brilho do hexacampeão da classe rainha, com pole e duas vitórias.
Mas as conquistas em Buriram foram de maneiras distintas. Na corrida sprint, Márquez largou bem e sumiu na frente, não dando qualquer tipo de chance para os concorrentes ao longo das 13 voltas. Na prova principal, o drama foi presente em boa parte da disputa, precisando de uma ultrapassagem nas voltas finais para levar a melhor.
A queda da pressão de pneus exigiu uma redução da velocidade do #93, que foi para o segundo lugar depois de ser superado pelo irmão Álex Márquez. Como se quisesse apenas controlar o ritmo e escolher o momento ideal, Marc deixou para ultrapassar apenas a três voltas para o fim, quando sentiu que não corria mais risco de ser punido. Ainda houve tempo para abrir vantagem antes da bandeirada final.
“A corrida foi super exigente, a sensação foi boa no começo e logo abri vantagem. Mas então percebi que a pressão dos pneus não era suficiente e, assim, fiquei procurando por um vácuo. Como tinha apenas três voltas de margem, por essa razão, ultrapassei Álex apenas no final. Foi crítica a situação, se fosse penalizado, seria um desastre. Mas trabalhamos juntos com a equipe”, afirmou.

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“Sou novo na equipe e eles ainda precisam me conhecer. Às vezes, quando tenho ritmo no domingo, mudo meu estilo de pilotagem. Estou forçando menos à frente porque é onde você pode cair e é a única coisa que não quero fazer. “Nesta pista, era capaz de guiar de duas, três maneiras diferentes com o mesmo tempo de volta, então, talvez nessa mudança de estilo, a pressão não foi a correta. Mas é experiência para o futuro”, acrescentou.
“É um sonho, não posso pedir mais. Começamos esta nova jornada com pole e vitória dupla. Quero agradecer à equipe porque, para mim, é importante me sentir bem na moto, mas ainda mais no box. Sinto que eles me conhecem há 10 anos e isso me deu confiança”, completou.
A união entre Marc Márquez e Ducati, como esperado, virou uma arma letal para os rivais da MotoGP. O melhor piloto do grid no comando da moto dominante foi a junção perfeita para encaminhar o sétimo título na classe rainha do Mundial de Motovelocidade. Pior para Francesco Bagnaia, outro favorito para 2025 e que sequer foi notado ao longo do fim de semana.
Sem ritmo para encarar o companheiro de equipe, Pecco optou por garantir o máximo de pontos possíveis, como se estivesse controlando danos e já se preparando para as próximas corridas. No fim, admitiu que Márquez estava com muito mais equipamento e brincando com a concorrência no forte calor de Buriram.
“Ele brincou conosco durante toda a prova. Dei tudo de mim, mas não consegui chegar perto o suficiente para tentar ultrapassá-lo. Minha ambição era terminar em segundo, mas cheguei em terceiro. Se Marc quisesse, teria vencido a corrida por mais de 5s de diferença. Quando ele assumiu a liderança, disparou, tinha muito mais a oferecer que nós”, apontou o italiano.
“Ele era muito mais rápido que eu. Toda vez que eu chegava perto, perdia novamente, estava lutando com os pneus. Álex e Marc fizeram um trabalho melhor que eu, tinham um ótimo acerto. Melhoramos, mas não tanto quanto esperava. Queria mais e, agora na Argentina, será importante fazer o que fizemos aqui, terminar o mais à frente possível e conseguir pontos. Só temos que entender o que pode ser melhorado, a moto é muito parecida com a GP24, mas estou perdendo alguma coisa”, concluiu.
A MotoGP volta a acelerar entre 14 a 16 de março, para o retorno do GP da Argentina, em Termas de Río Hondo, com a segunda etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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