Red Bull cita “alto custo e complexidade” dos motores atuais e defende retorno do V10
Chefe da Red Bull, Christian Horner revelou lado "purista" e disse que os combustíveis sustentáveis "abrem muitas oportunidades" no automobilismo para os próximos anos
Diferentemente de Toto Wolff, chefe da Mercedes, Christian Horner mostrou estar muito mais entusiasmado com a ideia de discutir o retorno dos motores V10 à Fórmula 1 nos próximos anos. Enquanto o rival pregou cautela, o comandante da Red Bull apontou para o alto custo e complexidade das unidades de potência atuais para justificar essa possível mudança — mas, claro, desde que tudo seja feito de maneira responsável com o meio ambiente.
Em meados do ano passado, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) publicou o conjunto de regras para a próxima geração de carros. Em 2026, os modelos vão se tornar mais curtos, estreitos e mais leves com o objetivo de melhorar a eficiência e a capacidade de gerenciamento. Quanto aos novos motores, ficou determinado que os mesmos continuarão sendo turbo híbrido V6, mas com ajustes fundamentais para ampliar a noção de sustentabilidade e a redução dos custos.
No entanto, após o F175, evento onde as equipes apresentaram os carros para o atual campeonato, realizado em Londres, Mohammed Ben Sulayem indicou que a entidade da qual é presidente “deve liderar novas tendências tecnológicas, incluindo o som dos motores V10 movidos a combustível sustentável”. Por sua vez, Horner avaliou as implicações que essa medida teria tanto no lado esportivo quanto no empresarial e disse que as novas tecnologias que estão sendo desenvolvidas “abrem muitas oportunidades” no automobilismo.
“Pessoalmente, do ponto de vista esportivo, olhando para o que deve ser o futuro do motor da F1 além desta próxima geração, penso que, especialmente com a forma como os combustíveis sustentáveis estão entrando em cena, muitas oportunidades estão se abrindo”, disse em entrevista coletiva durante os testes de pré-temporada no Bahrein.

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“Acredito que, inadvertidamente, de 2026 em diante, acabaremos com um motor muito, muito caro e muito complexo, e acredito que o purista que existe em mim gostaria de voltar a um V10 feito de forma responsável com combustível sustentável, que reintroduza o som das verdadeiras corridas. É um conceito interessante e a ser levado em consideração após o atual conjunto de regras”, concluiu Horner.
A Fórmula 1 abre a temporada 2025 entre os dias 13 e 16 de março, no GP da Austrália, em Melbourne. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL. O TL1 está marcado para a noite ainda da quinta-feira (13), a partir das 22h30. O TL2 começa já depois da 0h e, portanto, na madrugada da sexta-feira (14), às 2h. Depois, a situação se repete com o TL3 realizado às 22h30 da sexta-feira, enquanto a classificação define o grid de largada começando às 2h do sábado (15). Por fim, a largada está marcada para a 1h do domingo (16). Tanto classificação quanto corrida terão transmissão do GP em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para comentar na GPTV após o fim de cada dia de atividades.
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