Diretor diz que asa traseira da McLaren mostrou “deflexão menor que limite da FIA”
Diretor-técnico da McLaren, Neil Houldey explicou que a asa traseira do MCL39 apresentou deflexão mínima no teste realizado na Austrália, mas admitiu que seria um problema caso isso não tivesse acontecido
Definitivamente, as asas traseiras não são um problema para a McLaren. De acordo com o diretor-técnico do time papaia, Neil Houldey, os testes realizados ainda na Austrália, no último fim de semana, mostraram uma deflexão nas extremidades da peça inferior aos números estipulados na nova diretiva da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), válida a partir do GP da China.
As asas traseiras entraram na mira da FIA no ano passado, depois do GP do Azerbaijão. Na ocasião, a suspeita era de que a da McLaren flexionava levemente sem o acionamento do DRS o suficiente para proporcionar ganho de velocidade, sobretudo em retas por conta da pressão aerodinâmica sobre o carro.
A entidade, então, reforçou a proibição de qualquer movimento que ferisse o regulamento técnico e decidiu colocar câmeras extras nas asas traseiras para a etapa de abertura da temporada 2025, na Austrália. Após analisar as imagens obtidas na corrida, a FIA atualizou o artigo 3.15.17 do regulamento técnico, que se refere ao teste aplicado para medir a distância entre o plano principal e a asa móvel (conhecida como slot-gap) e que é feito com o carro parado.
Até a Austrália, a deflexão permitida era de 2 mm quando exposta a uma carga vertical de 750N (75 kg) nas extremidades da asa traseira. Das dez equipes do grid, a Alpine foi a primeira a se manifestar confirmando que precisou mexer na peça para se adequar à normativa.
“Tivemos sorte quando fomos testados em Melbourne, e os números que a FIA optou por colocar na diretiva são mais altos do que a deflexão que vimos, então isso não teve absolutamente nenhum impacto sobre nós”, garantiu Houldey aos jornalistas presentes em Xangai. “O desempenho não deve ser diferente para nós, então acho que não teremos problemas com isso”, acrescentou.
Em seguida, ao ser questionado se haveria tempo hábil para atender ao padrão caso estivesse em desconformidade, admitiu que a McLaren teria problemas.
“Certamente teríamos dificuldades, então foi sorte estarmos na posição em que estávamos e não precisarmos fazer nenhuma alteração. Não sei como as outras equipes conseguiram, mas talvez tenham feito alterações na configuração que não exijam novos componentes ou talvez tenham feito algo incrivelmente rápido para chegar aqui e ser legal”, seguiu.
Por fim, Houldey assegurou que a asa de baixo arrasto, ainda não testada, também não terá implicações quanto a estar fora dos padrões da FIA.
“Quando olhamos algumas das filmagens e das imagens dos testes, certamente havia equipes que estavam ultrapassando os limites da abertura da lacuna mais do que nós. Portanto, não, não acho que foi essa asa que lhes deu interesse suficiente para fazer qualquer coisa”, finalizou o diretor-técnico da McLaren.
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