McLaren se irrita com insinuação de Red Bull sobre asa traseira ilegal: “Qual é a novidade?”
Chefe da McLaren, Andrea Stella disse que qualquer asa traseira vai sofrer deformação quando exposta a uma carga de 200 kg em alta velocidade, portanto não sabe qual é a razão da discussão
A McLaren já demonstra sinais de falta de paciência com as constantes insinuações da Red Bull por conta de possível irregularidade na asa traseira no MCL39. O chefe, Andrea Stella, reiterou que a equipe está em conformidade com o regulamento e perguntou “qual é exatamente a novidade” em a peça sofrer uma deflexão quando exposta a uma carga de 100 a 200 kg em alta velocidade.
A polêmica envolvendo a McLaren começou ainda no ano passado, antes do GP da Bélgica, depois de Red Bull e Ferrari questionarem a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) quanto à asa traseira do carro laranja e também da Mercedes. Segundo as rivais, a peça deformava mais que o normal, criando uma espécie de ‘mini-DRS’ que ajudaria na redução do arrasto e, consequentemente, ganho de velocidade.
A FIA, então, reforçou o regulamento, proibindo qualquer deflexão além do normal na asa traseira. Só que o assunto voltou à tona na pré-temporada, tanto que a entidade que regula o esporte aumentou a fiscalização com câmeras localizadas e ainda emitiu diretiva no GP da China para deixar as peças ainda mais rígidas.
Durante a passagem da F1 pelo Bahrein, Max Verstappen voltou a cutucar a rival ao dizer “não faço as regras, mas sei o que vejo”. À emissora Viaplay, Stella foi taxativo: “Estou realmente me perguntando qual é exatamente a novidade aqui? Estamos falando do quê?”

“Estamos falando sobre o fato de que há carros que decidem não ter nenhuma flexibilidade e outros que decidem que isso é permitido dentro dos regulamentos e pode haver alguma deflexão? Qualquer estrutura quando sofre carga de 100 kg ou 200 kg sofre deflexão”, acrescentou.
Em seguida, Stella explicou que os taurinos trabalham em outra linha de desenvolvimento para preservar a pressão aerodinâmica, só que há consequências.
“Se isso for feito de acordo com o regulamento, o desempenho obtido é, na verdade, quase uma troca, porque há vantagens em fazer o que a Red Bull está fazendo, eles estão se esforçando muito nisso. Eles querem reter a carga em alta velocidade, mesmo que isso gere um pouco de arrasto, que influencia no tempo de volta”, seguiu.
“No nosso caso, queremos reduzir um pouco o arrasto e a carga, mas desde que seja feito de acordo com as regras, é mais uma questão técnica do que legal, se é que isso faz sentido. Portanto, realmente me pergunto: que tipo de notícia estamos discutindo?”, encerrou Stella.
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