MotoGP chancela novas regras e libera testes com motores de 850cc a partir de novembro
A MotoGP e a Federação Internacional de Motociclismo [FIM] divulgaram que os novos motores de 850cc, que entram no regulamento em 2027, só vão poder ser testados após o encerramento do campeonato atual. Outras novidades nas regras também foram confirmadas pelas entidades
A MotoGP divulgou, nesta terça-feira (6), um comunicado com diversas alterações no regulamento, todas com efeito imediato. Na nota em conjunto com Federação Internacional de Motociclismo [FIM] e Associação Internacional das Equipes de Corrida [IRTA], novas normas foram confirmadas oficialmente depois da divulgação no dia anterior, envolvendo recentes polêmicas no grid. Outras modificações, no entanto, foram novidades envolvendo a próxima geração de motos da classe rainha.
Entre as mudanças confirmadas, estão os testes visando o novo regulamento, que será implementado em 2027 e vai mudar a potência dos motores, de 1000cc para 850cc. De acordo com a nota emitida, houve um acordo das montadoras de que não vão testar as novas especificações ao longo da temporada 2025.
Na prática, as motos com especificações do novo regulamento só vão poder ser testadas a partir do dia 17 de novembro de 2025, logo após o término oficial da temporada atual, no GP da Comunidade Valenciana. Além dos motores, a MotoGP vai encerrar o uso de determinadas modificações aerodinâmicas e dos controles de largada a partir de 2027, além de aumentar o tamanho do tanque das motos e reduzir o número de caixas de câmbio utilizadas por cada time.
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Depois de muita insistência e debates, a MotoGP aprovou a chamada ‘Regra Jorge Martín’. A partir de agora, pilotos que enfrentarem longos períodos de afastamento por causa de lesões poderão fazer um dia de testes antes de voltar à ativa.
A mudança da regra foi uma ideia vinda da Aprilia, que buscou liberação para que o atual campeão mundial pudesse testar antes de efetivamente voltar à MotoGP após as lesões sofridas antes do início da temporada 2025. Na época, porém, as fábricas não conseguiram um consenso, e o piloto espanhol — que hoje enfrenta um novo afastamento — correu no Catar sem nenhuma atividade extra.
Com a alteração, pilotos permanentes que perderam pelo menos três eventos — fim de semana de corrida ou um teste oficial com mais de um dia — ou que não puderam participar de um evento por, pelo menos, 45 dias consecutivos durante a temporada — contando a partir do primeiro teste da IRTA na pré-temporada até a última corrida do ano — têm direito a um dia de testes antes de retornarem à ativa. A liberação, contudo, não torna o teste prévio obrigatório.
A localização do teste vai depender do status de concessões de cada fabricante — quem está no grupo D, por exemplo, pode escolher qualquer traçado, enquanto os demais têm de nomear três praças para testes ao longo do ano. Existe também a opção de utilizar qualquer pista em que não esteja programada uma corrida da MotoGP até o final da temporada. No entanto, o teste não pode ser feito em um circuito que vai receber o Mundial de Motovelocidade em até oito semanas. O regulamento determina, ainda, que os pneus utilizados nesta atividade farão parte da alocação de testes de cada fabricante para a temporada, limitados a um máximo de três jogos.

Não foi só a chamada ‘Regra Jorge Martín’ que foi aprovada pela reunião da Comissão de GP em Jerez de la Frontera. A MotoGP também adicionou ao regulamento punições a quem não respeitar o procedimento padrão de largada. A medida é uma reação aos caos provocado por Marc Márquez no GP das Américas.
Com a mudança no código esportivo da FIM, um piloto que começar a volta de aquecimento do pit-lane poderá assumir o lugar pré-estabelecido no grid, mas terá de pagar uma dupla volta longa durante a corrida. Além disso, ficou determinado que, apenas para a MotoGP, os pilotos podem entrar no pit-lane ao fim da volta de aquecimento se a corrida for declarada no molhado ou se a bandeira branca for exibida durante a volta para trocar de moto. Neste caso, não há punição extra, mas o competidor terá de largar do pit-lane onde os dispositivos de rebaixamento da suspensão não são permitidos.
A nova regra prevê, também, que o piloto que empurrar a moto para fora do grid após a placa de 1 minuto para a volta de aquecimento por não poder iniciar a volta terá de cumprir uma dupla volta longa. No entanto, o competidor só poderá retomar a posição original no grid se conseguir deixar o pit-lane antes do fechamento após a volta de aquecimento e se chegar ao grid antes do safety-car. Caso contrário, a largada será do pit-lane. No caso de mais de dez pilotos precisarem largar do pit-lane, a largada será cancelada e um novo procedimento de largada instaurado.
A MotoGP volta a acelerar entre 9 e 11 de maio, com o GP da França, em Le Mans, para a 6ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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