Marrocos apresenta projeto bilionário para tentar levar F1 de volta à África

Segundo site RacingNews365.com, Marrocos se junta a África do Sul e Ruanda na disputa por vaga no calendário da F1. Projeto prevê autódromo, parque temático, marina e centros comerciais na região de Tânger

Marrocos entrou na disputa para levar a Fórmula 1 de volta à África. Segundo revelou o site neerlandês RacingNews365.com, o país está desenvolvendo um projeto ambicioso avaliado em US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6,2 bilhões) que inclui autódromo de padrão internacional, parque temático, marina, shopping center e rede hoteleira nos arredores da cidade costeira Tânger. A ideia é se consolidar como destino turístico de alto nível e abrir espaço para receber a principal categoria do automobilismo mundial.

No mês passado, Stefano Domenicali afirmou que está em conversas sobre a possibilidade do continente sediar uma etapa do campeonato. Sem citar países na ocasião, explicou que os locais interessados em receber a categoria precisam cumprir uma série de requisitos que, segundo o CEO da F1, vão além da realização da corrida.

Os países mais cotados até então eram África do Sul — com a tradicional pista de Kyalami e o projeto de circuito de rua na Cidade do Cabo disputando o apoio do governo — e Ruanda, que já apresentou candidatura oficial.

Agora, Marrocos entra na disputa com um projeto localizado 20 km ao sul de Tânger, em região estratégica. A proposta prevê um circuito de Grau 1, homologação necessária para receber a F1, além de eventos como o Mundial de Endurance (WEC) e a MotoGP. O complexo também incluirá ampla estrutura comercial, com expectativa de geração de 10 mil empregos. Segundo a reportagem, US$ 800 milhões já foram garantidos por meio de investimento privado, enquanto o restante depende de aprovação do governo marroquino.

Última vez que a F1 correu na África foi em 1993, no circuito de Kyalami, na África do Sul (Foto: Reprodução)

Um dos atrativos logísticos que tornam o projeto viável é a proximidade do local com a Europa. O porto industrial de Tanger Med está a apenas 45 km da cidade e pode ser acessado via trem a partir de Algeciras, na Espanha. Isso facilitaria o transporte de equipamentos e permitiria que as equipes montassem suas estruturas permanentes nos boxes, sem a necessidade de utilizar paddocks provisórios como em alguns circuitos urbanos. Caso aprovado, seria um retorno da categoria ao país, que já sediou uma etapa em 1958, na pista de Ain-Diab, em Casablanca.

O responsável pelo projeto é Eric Boullier, ex-chefe de McLaren e Lotus na F1, além de ex-diretor do GP da França entre 2018 e 2022. Falando ao site neerlandês, contou que foi convidado em dezembro de 2023 para conduzir um estudo de viabilidade.

“Encontramos um local que atendia a todos os critérios e, a partir disso, construímos o projeto. É algo grande. Uma espécie de mini Abu Dhabi, criando um ecossistema independente baseado no turismo”, explicou. “Mas sem o sinal verde das autoridades mais altas do país, nada acontece. Fica apenas no papel”, ponderou.

Ainda estimou que, com a liberação, o autódromo e boa parte do complexo poderiam ser construídos em até três anos. Admitiu que o plano está atrás dos projetos de África do Sul e Ruanda, mas acredita que a proposta marroquina seria a melhor adaptação ao modelo que a F1 busca para expansão no continente. Para isso, o projeto ainda precisa garantir o financiamento total e passar pelo crivo da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), com a contratação de um arquiteto especializado para atender às exigências técnicas da federação.

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SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Treino livre 108:3010:3012:3013:30
Treino livre 212:0014:0016:0017:00
Treino livre 307:3009:3011:3012:30
Classificação11:0013:0015:0016:00
Corrida10:0012:0014:0015:00

*Horários em Brasília

Onde assistir ao GP da Espanha da F1 no Brasil, na África e em Portugal

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