KTM vê futuro incerto, mas garante presença na MotoGP em 2026: “Honrar contrato”

Diretor-executivo da KTM, Gottfried Neumeister admitiu que terá de ponderar a renovação do contrato de participação na MotoGP, mas assegurou que a marca estará no grid em 2026

Diretor-executivo da KTM, Gottfried Neumeister garantiu que a marca vai cumprir o atual acordo de participação e seguir na MotoGP em 2026. O dirigente reconheceu, porém, que o futuro vai depender de uma cuidadosa ponderação.

No fim do mês passado, a casa de Mattighofen conseguiu cumprir a primeira etapa do processo de recuperação e quitou parte de uma dívida bilionária. Isso, porém, só foi possível graças a um elevado aporte da companhia indiana Bajaj, que injetou € 800 milhões (cerca de R$ 5,1 bilhões).

Em meio a um cenário de crise econômica, o futuro da marca na MotoGP vem sendo colocado em dívida, especialmente levando em conta que, em uma das primeiras reuniões com credores, o administrador privado nomeado pela companhia no processo de recuperação indicou a saída do Mundial de Motovelocidade como uma possibilidade para cortar gastos.

Agora, porém, Neumeister assegura que a KTM vai cumprir os contratos em vigor. O acordo participação atual na MotoGP vai até o fim de 2026.

KTM se comprometeu a cumprir contrato e estar na MotoGP em 2026 (Foto: KTM)

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“Existem contratos em vigor que nós vamos honrar”, disse Neumeister em entrevista à publicação austríaca Salzburger Nachrichten. “Não posso falar agora de todas as categorias e classes com todas as marcas, mas permita-me deixar uma coisa clara: vamos seguir no esporte a motor”, seguiu.

“Pessoalmente, sou um grande fã da MotoGP e acredito que muita coisa vai mudar com o Liberty Media assumindo como novo promotor”, destacou.

Dono da Fórmula 1, o Liberty Media adquiriu uma fatia majoritária das ações da Dorna, mas o negócio ainda aguarda a aprovação da União Europeia, que ainda analisa o acordo.

Questionado se a KTM vai seguir no grid em 2027, quando a MotoGP vai mudar o regulamento e passar para motores 850cc, Neumeister respondeu: “Se pudermos pagar. Mas isso é algo que teremos de avaliar. Se o Liberty Media chegar, podemos esperar muito mais atenção”.

“O Liberty, com certeza, vai buscar organizar mais corridas nos Estados Unidos, que é o nosso mercado individual mais importante. Então não tomaria a decisão de deixar a MotoGP de maneira leviana. É preciso fazer uma ponderação cuidadosa”, observou. “Têm muitas variáveis que temos de considerar. Qual será o novo conceito? Como serão os custos? Vamos introduzir um teto orçamentário?”, pontuou.

MotoGP volta a acelerar entre 6 e 8 de junho, com o GP de Aragão, na Espanha, para a 8ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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