Porsche Penske #6 cresce em problemas da Ferrari e toma liderança após 12h em Le Mans

Com metade da prova oficialmente concluída nas 24 Horas de Le Mans, o Porsche Penske #6 aproveitou uma série de infortúnios dos carros da Ferrari e tomou a primeira posição. Após quase 12h de corrida, o safety-car enfim foi acionado pela primeira vez e juntou o grid novamente

A edição de 2025 das 24 Horas de Le Mans chegou a 12 horas completas de corrida na noite deste sábado (14) com o grid colado após a primeira entrada do safety-car — que só aconteceu com pouco menos de metade da prova concluída. Após uma série de mudanças entre os primeiros colocados, motivadas em grande parte por punições aos carros da Ferrari, a liderança é do Porsche Penske #6, que tem Laurens Vanthoor ao volante. A segunda posição é do Toyota #8, com a AF Corse #83 em terceiro.

A quarta colocação é do Porsche Penske #4, de Felipe Nasr, que tem Pascal Wehrlein ao volante. Logo atrás, aparece o BMW #15 de Rafaele Marciello. A Ferrari tem os dois carros de fábrica em seguida, com o #51 em sexto e o #50 em sétimo. Cadillac #12, Porsche Penske #5 e Cadillac #38 fecham o top-10.

Entre as horas 9 e 12 de corrida, a Ferrari sofreu com punições, incluindo um stop-and-go de 20s. Naturalmente, não conseguiu evitar perder algumas posições, o que derrubou os carros no grid. Mesmo assim, com a gordura que havia construído antes, a marca italiana segue na briga pela vitória.

A liderança da LMP2 é do dominante #48 da Panis Racing, com Oliver Gray no comando, seguido pelo Iron Lynx #9 de Reshad De Gerus. O terceiro colocado é o Inter Europol #43, de Jakub Smiechowski. A LMGT3 fecha o grid com o Porsche #92 da Manthey em primeiro, com Riccardo Pera, seguido por Corvette #81 (Rui Andrade) e Lexus #78 (Finn Gehrsitz).

Entre os carros dos brasileiros, o melhor colocado é o Porsche Penske #4 de Nasr, que anda em quarto. O Cadillac #311, que tem Felipe Drugovich na pista, é o penúltimo dos hipercarros após sofrer com problemas e ficar parado nos boxes. Na LMP2, o #22 de Pietro Fittipaldi é o 11º, quatro postos à frente do #23, de Daniel Schneider. Por fim, na LMGT3, a Ferrari #150 de Custódio Toledo está em 11º. A #57, de Daniel Serra, ocupa a 15ª colocação, enquanto o BMW #31 de Augusto Farfus precisou ir à garagem.

Ferrari #51 foi assolada por punições e perdeu posições após 9h de corrida em Le Mans (Foto: Ferrari)

Confira a parcial entre 9h e 12h em Le Mans

Assim que o cronômetro cruzou as 15 horas restantes de prova, teve troca na Ferrari #51: saiu James Calado, entrou Antonio Giovinazzi. Àquela altura, a liderança seguia com a Ferrari privada da AF Corse, a #83, que chegou a passear na brita com Phil Hanson e perdeu a ponta — mas retomou na parada do #51. O #50 andava em segundo, enquanto o Porsche Penske #6, com Kévin Estre a bordo, vinha atrás. No entanto, os dois logo foram ao pit-stop, deixando a liderança para o francês.

Na LMP2, a ponta seguia com o VDS Panis #48, de Franck Perera, que tinha 9s de vantagem para o Inter Europol #43. Na LMGT3, liderança para o Porsche #92 da Manthey, com Richard Lietz a bordo.

Com 14h50min restantes, a direção de prova anunciou investigação sobre a Ferrari #51 por infringir o limite de velocidade no pit-lane, pouco antes de Daniel Serra anotar a melhor volta da Ferrari #57 na prova: 3min56s728. O brasileiro andava em décimo na LMGT3, em carro operado pela Kessel Racing, 6s atrás do Corvette #81 da TF Sport — que tinha Rui Andrade ao volante.

Lá na frente, a Porsche Penske #6 aproveitava a queda de ritmo da marca italiana, que também sofreu com punições, e liderava por 29s em relação ao #83 da AF Corse. Completando uma trinca de três montadoras diferentes nas três primeiras posições, o Toyota #8 de Brendon Hartley aparecia 25s atrás de Robert Kubica, que seguia ao volante da Ferrari amarela.

Porsche Penske #4 recuperou terreno com uma parada em full course yellow (Foto: Porsche)

Quem despencou na classificação foi o Cadillac #311, compartilhado por Felipe Drugovich, Jack Aitken e Frederik Vesti. Com problemas, o carro foi aos boxes e perdeu uma série de voltas em relação aos concorrentes diretos, ainda que tenha conseguido voltar à pista. Na Ferrari, as coisas pioraram: com 14h27min restantes, o #51 foi punido por tocar no Corvette #33 e teve 5s acrescidos ao pit-stop seguinte.

A Ferrari #51 fez nova parada com 14h13min para o fim, momento em que Nicklas Nielsen estava ao volante, e voltou na nona posição — antes de escalar novamente com o ciclo de paradas. Como se as punições não fossem o bastante, a investigação sobre excesso de velocidade do carro chegou ao fim com 14h09min restantes no relógio: stop-and-go de 20s e a sequência do inferno astral em meio à noite de Le Mans. Ao cumprir a ordem, voltou em quinto.

A liderança só mudou de mãos com 13h37min pela frente, quando o Porsche Penske #6 foi aos boxes e deixou o primeiro lugar novamente para a AF Corse #83. Além do abastecimento, o carro trocou pneus e piloto: saiu Estre, entrou Laurens Vanthoor. No retorno à pista, voltou em segundo — 1min03s atrás do líder e quase 40s à frente do Porsche Penske #4.

Carro que liderou boa parte da prova na LMGT3, o BMW #46 sentiu um problema com 13h23min restantes e parou na brita com Kelvin van der Linde. Imediatamente, a direção de prova acionou a bandeira amarela nas curvas Porsche e logo inseriu uma zona lenta no trecho. A AF Corse #83, então, aproveitou para ir aos boxes e tentar ganhar alguma vantagem ao retornar à pista. Com isso, o Porsche Penske #6 reassumiu a ponta.

O Panis Racing #48 vai dominando a classe LMP2 nas 24 Horas de Le Mans (Foto: DPPI)

Quando o guincho já se preparava para fazer o resgate, Van der Linde conseguiu fazer o carro funcionar e voltou à pista, mas foi direto para os boxes e recolheu à garagem. Com 13h15min restantes, a direção de prova anunciou uma full course yellow, e o Porsche Penske #4 foi direto para os boxes antes da entrada fechar. Com uma parada rápida, apenas para reabastecimento, o carro voltou à pista em quinto e a bandeira verde foi acionada.

Tentando recuperar terreno, a Ferrari #50 foi para cima do Toyota #8 com 13h07min restantes e tomou o terceiro lugar, em batalha vencida por Antonio Fuoco sobre Hartley. Mesmo assim, seguia 1min04s atrás do Porsche Penske #6, que liderava, e recebeu nova má notícia: punição de 5s no pit-stop seguinte por passar reto em uma das chicanes e ganhar tempo.

Com 13h cravadas de corrida restantes em Le Mans, a liderança dos hipercarros seguia com o Porsche Penske #6, seguido pela AF Corse #83 e a Ferrari #50. Na LMP2, a ponta continuava com o VDS Panis #48, que andava à frente do Iron Lynx #9 e do Inter Europol #43. Fechando o grid, a LMGT3 tinha o Porsche #92 da Manthey em primeiro, com o Lexus #87 da Akkodis em segundo e a Ferrari #21 da AF Corse em terceiro.

Uma nova batida aconteceu com 12h48min para o fim: Cem Bölükbaşı bateu no muro na Tertre Rouge com o Nielsen #24 e enfim ativou o primeiro safety-car da 93ª edição das 24 Horas de Le Mans. Naturalmente, várias equipes começaram a se direcionar ao pit-lane, seja para abastecimento ou troca de pneus. A partir daí, as posições entre os hipercarros se embaralharam de vez.

A relargada veio com 12h08min restantes no relógio. O Porsche Penske #6 manteve a liderança, assim como a maioria dos ponteiros, enquanto o BMW #20 foi aos boxes e perdeu uma série de posições, deixando o top-10. Na LMGT3, o BMW #31 de Farfus também teve problemas e precisou recolher para a garagem, já soltando fumaça.

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