Ben Sulayem realiza mudança e substitui membro do Reino Unido no senado da FIA
Mohammed Ben Sulayem voltou a promover mudanças internas na FIA e nomeou um forte aliado para ocupar o cargo de representante do Reino Unido no senado da entidade
Neste domingo (6), Mohammed Ben Sulayem promoveu mais uma mudança repentina no quadro de funcionários da Federação Internacional de Automobilismo e removeu Ben Cussons do cargo de representante do Reino Unido no senado da entidade. Vice-presidente do Royal Automobile Club, o britânico estava na função há três anos e meio após ter sido um dos apoiadores da candidatura do emiradense ao posto de comando em 2021.
Conhecido por ser um forte aliado do mandatário da FIA, Anar Alakbarov, do Azerbaijão, foi escolhido para assumir a função. Com alguns meses restando para as eleições presidenciais, programadas para acontecer em dezembro de 2025, o dirigente agora se tornou um membro importante do senado, órgão responsável pela supervisão financeira e pela estrutura de governança.
“Recebi uma correspondência do presidente dizendo que estava nomeando meu sucessor. Ele não deu nenhum motivo e não havia prazo para quando isso aconteceria. Até onde sei, não tive nenhum desentendimento com ele”, disse Cussons à emissora BBC Sport. “Escrevi a ele pedindo esclarecimentos e não recebi resposta. Acredito muito em transparência e boa governança”, acrescentou.
O fato é que Cussons se envolveu em uma disputa recente com Ben Sulayem devido à resistência em assinar um acordo de confidencialidade mais rigoroso relacionado aos assuntos da FIA, com o qual não concorda. Em relação a esse assunto, deixou claro que permanece “aguardando uma resposta”.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
▶️ LEIA TAMBÉM: Norris vence corrida maluca na Inglaterra. Hülkenberg é 3º e Bortoleto abandona
A mudança acontece algumas semanas após a Assembleia Geral da federação aprovar, em uma reunião realizada em Macau, algumas alterações propostas pelo próprio presidente no estatuto e no código de ética da entidade. Entre os pontos considerados, estão o aumento da influência de Ben Sulayem na formação do senado da FIA, o alinhamento do mandato dos comitês de auditoria, ética e nomeações com o ciclo de quatro anos da presidência e a possibilidade de bloqueio de candidaturas à presidência com base em critérios de integridade.
Desta forma, o emiradense agora tem o poder de nomear ou demitir membros do senado. Anteriormente, o dirigente só podia propor as remoções ou promoções, o que exigia a confirmação dos 12 membros restantes. De acordo com a FIA, o objetivo foi proporcionar “maior flexibilidade na obtenção da expertise necessária para os muitos e variados temas com os quais [o senado] precisa lidar e que podem exigir uma decisão urgente”.
Em abril, David Richards, presidente da Motorsport UK — autoridade que regula o esporte no Reino Unido —, expressou preocupação com o que classificou como um “enfraquecimento da governança e da responsabilização” no órgão dirigente. No mesmo mês, Robert Reid, ex-vice-presidente esportivo da FIA, renunciou ao cargo alegando quebra de padrões de governança e decisões tomadas sem o devido processo.

Após Carlos Sainz, quatro vezes vencedor do Dakar e lenda do rali, ter desistido da candidatura ao cargo de presidente da federação, Tim Mayer, filho de um dos fundadores da McLaren e ex-comissário-chefe da FIA, confirmou que pretende disputar contra Ben Sulayem nas eleições deste ano.
A Fórmula 1 volta de 25 a 27 de julho, em Spa-Francorchamps, que recebe o GP da Bélgica.
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!