Embora o anúncio da demissão de Horner possa ter sido uma grande surpresa para o mundo da F1, o clima dentro da Red Bull já não era dos melhores há tempos
Após a morte de Dietrich Mateschitz, ex-dono da equipe, em 2022, uma disputa de poder começou a se desenhar em Milton Keynes entre o chefe dos taurinos e Helmut Marko, consultor-esportivo
Ainda que tenha sido inocentado das acusações, já não tinha mais o apoio da cúpula, mas era mantido no poder pelos acionistas tailandeses, donos de fatia majoritária da empresa-mãe
Mas os conflitos com Helmut Marko, pilar importante da escuderia desde 2005, e os embates públicos com Jos Verstappen, pai de Max, foram deixando a situação cada vez pior
A partir daí, o ambiente repleto de interesses partidários tornou o clima insustentável para alguns nomes importantes, como Adrian Newey, Jonathan Wheatley, Lee Stevenson e Michael Broadhurst, por exemplo, que buscaram outra casa na F1
Perder profissionais que tiveram um papel fundamental nos sucessos da Red Bull pesou bastante na conta de Horner, que ainda viu o desempenho da equipe cair consideravelmente na temporada 2025 — algo que desagradou profundamente até os apoiadores na empresa
Como consequência, Horner passou a viver com a chance real de ver Max Verstappen partir para uma rival direta em 2026, já que o próprio #1 passou a se sentir incomodado com a gestão do britânico
Desta forma, a falta de desempenho, a concentração excessiva de poder, a queda do prestígio da Red Bull, a troca constante de pilotos e o risco de perder Verstappen foram fatores cruciais para a queda
Agora, após 20 anos de parceria, 6 Mundiais de Construtores e 8 Mundiais de Pilotos, Horner e Red Bull terão de seguir caminhos separados pela primeira vez