A capital do Azerbaijão: por que venta tanto e como a arquitetura de Baku tem influência na F1

À beira do mar Cáspio e sem obstáculos geográficos próximos, Baku recebe forte vento vindo do norte, e as construções da cidade amplificam esse efeito

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Em geral, as principais preocupações climáticas das equipes de F1 envolvem temperatura e chuva. Em Baku, porém, o vento é um fator a mais a ser considerado, e vem causando dor de cabeça em pilotos e engenheiros. A capital azeri tem seu nome proveniente do persa arcaico Bād-kube, que significa “cidade apanhada pelos ventos” e, às margens do Mar Cáspio, está exposta a diferentes correntes de ar.

O vento mais famoso do local é o chamado Khazri, que vem do norte do Cáspio e, por ser frio, penetra com força na cidade – mais quente. Suas velocidades chegam a 140km/h e, apesar dos danos ocasionalmente causados, é responsável por dispersar a poluição e amenizar o calor do verão bakuviano.

Prédios colados e ruas estreitas canalizam o ar e aumentam sua velocidade (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

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Baku possui uma disposição geográfica peculiar, extremamente exposta. A cidade situa-se na península de Absheron, que amplifica a circulação das massas de ar, que chegam com volume ao local e, a oeste, há apenas planícies formadas por lagos e pequenos vulcões de lama.

Logo, quando as rajadas volumosas do Khazri atingem a cidade, a física entra em cena através do Efeito Venturi. Esse fenômeno, comum, por exemplo, quando se aperta uma mangueira para que o jato, mais fino, vá mais longe, também vale para fluidos como o ar. Assim, à medida que o ar é estreitado nas ruas da cidade, ele, proporcionalmente, ganha velocidade.

As ruas estreitas que compõem o circuito são propícias para que o Efeito Venturi ocorra, e, dada a organização estática dos prédios, a tendência é que o ar sopre predominantemente em uma direção específica, como notou Max Verstappen.

A situação, porém, poderia ser pior. Por ser uma massa de ar amplificada pela diferença de temperatura, o Khazri ganha força durante o início do dia – horário em que a cidade está mais quente que e o mar e, portanto, sob baixa pressão. A largada ocorrerá, porém, às 16h10 no horário local. 

A F1 retorna agora para o GP do Azerbaijão, que acontece a partir das 9h10 (de Brasília). O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo AO VIVO e em TEMPO REAL.

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