Alonso revela propostas de quatro categorias, mas “Fórmula 1 me pareceu mais atrativa”

O bicampeão mundial deixou claro que um regresso à Fórmula 1 sempre esteve em mente para 2021, mas revelou ter ficado em dúvida por conta do adiamento das novas regras para 2022

Lá em 2017, Fernando Alonso chocou o mundo do esporte a motor ao anunciar que disputaria as 500 Milhas de Indianápolis em associação com McLaren, Andretti e Honda. O movimento foi ainda mais impressionante porque representou sua ausência do GP de Mônaco, prova em que, à época como piloto da equipe de Woking, foi substituído por Jenson Button. Foi a abertura para que o bicampeão mundial de Fórmula 1 disputasse várias corridas de competições distintas, desde o Mundial de Endurance e as 24 Horas de Le Mans, as 24 Horas de Daytona e o Rali Dakar. Mas depois de uma verdadeira incursão pelo mundo do esporte a motor, o asturiano voltou às origens e assinou contrato com a Renault para voltar ao grid da F1 a partir de 2021.

Contudo, antes de confirmar a assinatura do vínculo com a Renault, equipe pela qual conquistou seus dois títulos mundiais na Fórmula 1, em 2005 e 2006, Alonso foi cortejado por quatro categorias, de natureza bastante distinta uma da outra, nos últimos meses.

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Fernando Alonso foi cortejado por várias categorias, mas optou por regressar à F1 (Foto: IMS)

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“As pessoas, quando comecei a experimentar outras categorias e novos desafios, chegavam com propostas de todo o tipo. Para a Nascar, por exemplo, mesmo que fosse para algumas corridas ou para as 500 Milhas de Daytona. Correr na Fórmula E com [Alejandro] Agag, em uma categoria emergente, No Mundial de Rallycross, no Mundial de Rali… Muitas propostas”, revelou o piloto de 39 anos em entrevista ao jornalista Manuel Franco, do diário espanhol AS.

Mas em meio a tantas ofertas para seguir desbravando novos horizontes no esporte a motor, Alonso optou por voltar à categoria em que mais brilhou. “Quando coloquei na mesa tudo o que poderia fazer no ano que vem, a Fórmula 1 me pareceu mais atrativa”.

Entretanto, a decisão sobre o retorno não foi fácil muito porque a revolução na mudança das regras, que era aguardada para o ano que vem, foi adiada para 2022 em razão da pandemia. Por isso, Fernando revelou que titubeou sobre um regresso ao Mundial a partir da próxima temporada.

“A ideia de voltar em 2021 sempre esteve lá porque mudariam as regras, não sabia como iria me sentir na Fórmula 1 depois de tantos anos e com a pandemia e o adiamento da mudança de regra para 2022, então fiquei com dúvida do que fazer, se ficar mais um ano longe ou se seria muito tempo fora”, salientou.

“No fim das contas, decidi que o melhor era estar dentro para me preparar da melhor forma possível para 2022 e não estar tanto tempo fora, e também, para ser totalmente sincero, as outras categorias não me davam a segurança que poderia ter na Fórmula 1 com a pandemia”, explicou Alonso, dando como exemplo a categoria por onde foi campeão mundial no ano passado e venceu duas vezes as 24 Horas de Le Mans com a Toyota.

“O WEC está um pouco debilitado por conta dos patrocinadores, corridas canceladas… E outras categorias vão sofrer mais, como sempre é com as categorias com menos recursos, essas sofrem mais”, analisou o espanhol.

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