AlphaTauri em alta, Stroll, Ocon e Russell em baixa: como foi GP da Emília-Romanha

A etapa da Fórmula 1 em Ímola teve a dupla da AlphaTauri vivendo um ótimo final de semana, bem como Lewis Hamilton, que teve também um pouco de sorte. Por outro lado, azar para Valtteri Bottas e Max Verstappen e dias ruins de George Russell, Esteban Ocon e, mais uma vez, Lance Stroll

O GP de Emília-Romanha foi a terceira corrida de 2020 na Itália. E, na minha opinião, teve uma metade inicial pouco movimentada, mas um final eletrizante. Ao contrário da prova disputada em Portimão, senti que a área de DRS em Ímola poderia ter sido um pouco maior, já que as ultrapassagens foram complicadas. Para mim, os grandes destaques foram os seguintes:

Pierre Gasly mostrou que evoluiu muito desde que voltou para a Toro Rosso/AlphaTauri. E é uma pena que tenha tido de abandonar a prova, pois tinha grandes chances de chegar ao pódio novamente. Daniil Kvyat, seu companheiro de equipe, fez excelente corrida e chegou em quarto. Aliás, espero que tenha sido o bastante para garantir seu lugar na AlphaTauri em 2021, já que tudo indica que ele está de saída da categoria.

Lewis Hamilton deu sorte, mas só é possível ter sorte se colocando em uma posição favorável. E Lewis sabe muito bem como fazer a sorte o beneficiar. Soube administrar muito seus pneus e com isso ampliou seu stint inicial, o que o possibilitou tirar vantagem do safety-car virtual causado por Esteban Ocon.

Falando em Ocon, sorte a dele que seu carro deu problema, já que teria sido mais uma prova em que ficaria muito atrás de Daniel Ricciardo em performance, mas o abandono mascara a situação. E Daniel provou mais uma vez ser um dos pilotos mais competitivos do grid, conseguindo seu segundo pódio do ano.

Daniel Ricciardo e Lewis Hamilton brilharam (Foto: Renault)

Valtteri Bottas não tem sossego. Já não basta ter de lidar com um dos maiores pilotos da história na mesma equipe, ainda tem de encarar infortúnios diversos. Desta vez, ficou com um detrito da asa dianteira de Lance Stroll no assoalho de seu carro e passou a corrida inteira, com exceção da primeira volta, rendendo bem menos do que deveria. E, provavelmente, com dirigibilidade instável também.

George Russell é um excelente piloto, fez um trabalho incrível nas categorias de base e vem forte no início de carreira na F1. Mas parece que tudo conspira contra ele conseguir seu primeiro ponto na categoria. E, desta vez, a culpa foi toda dele: aplicou aceleração em excesso durante o período de safety-car e, quando tentava aquecer seus pneus traseiros, acabou é batendo o carro no muro sozinho. Que sirva de lição: é melhor se inspirar em Hamilton do que em Grosjean.

Max Verstappen teve grande azar ao perder seu pneu traseiro direito, pois estava com o segundo lugar garantido na prova depois de uma excelente corrida. E seu companheiro de equipe, Alexander Albon, foi extremamente mal novamente, não apenas classificando muito atrás da capacidade do carro da Red Bull, mas também não conseguindo fazer nada de relevante ao longo da corrida e, no fim, durante a relargada após safety-car, rodando sozinho. A Red Bull precisa urgentemente de um piloto melhor para correr junto de Max.

Racing Point viveu um fim de semana problemático. Sergio Pérez fez excelente corrida, mas perdeu um pódio certo com uma parada desnecessária durante o safety-car. Considero um misto de erro da equipe com erro do piloto. Apesar da equipe ter chamado Sergio, ele poderia tranquilamente ter discordado da decisão – coisa que já vimos Hamilton, por exemplo, fazer. E Lance Stroll fez mais uma corrida péssima, perdendo sua asa dianteira logo na primeira volta e depois não conseguindo parar na área de pit-stop, machucando um de seus mecânicos.

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