Arrancada de Hamilton e sequência ‘zicada’ de Vettel definem virada e ajudam a coroar novo tetracampeão da F1

No que diz respeito à luta pelo título, é possível dividir a temporada 2017 do Mundial de F1 em duas fases: no primeiro semestre, muito mais favorável à Ferrari, com um Sebastian Vettel praticamente impecável e Lewis Hamilton lutando com sua ‘diva’. Na segunda parte, porém, o britânico arrancou com uma sequência fulminante de vitórias. E seu rival sucumbiu diante de problemas inacreditáveis, como a falha em uma vela de ignição do seu carro no Japão

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O tão esperado embate pelo título mundial entre os dois maiores vencedores da década finalmente se concretizou em 2017. A surpreendente aposentadoria de Nico Rosberg cinco dias depois de se consagrar como campeão do mundo e a aguardada evolução da Ferrari tornou Lewis Hamilton e Sebastian Vettel os dois grandes protagonistas da 68ª temporada da história do Mundial de F1. Um confronto de gigantes que terminou com o tetracampeonato do britânico, igualando o rival alemão. Mas muita água passou por baixo da ponte até que Lewis fosse definitivamente coroado como um dos grandes do esporte no México.

 
É possível dizer que a temporada teve duas fases completamente distintas: a primeira, bem mais equilibrada, mas com uma ligeira superioridade de Sebastian. O alemão foi muito eficiente e fez valer o potencial da nova SF70-H e também tirou proveito dos altos e baixos de Hamilton, que tinha dificuldades para se entender com sua ‘diva’, apelido que Toto Wolff deu para o Mercedes W08 EQ Power+. Mas Lewis repetiu o que fizera em 2014 e arrancou para o título pra valer a partir do GP da Bélgica, o primeiro após as férias de verão. Graças, também, a uma série inacreditável de azares do seu maior oponente.
 
O auge da temporada para Vettel, sobretudo no que diz respeito à pontuação no campeonato, foi no GP de Mônaco, onde a Ferrari dominou, e Hamilton decepcionou, sendo superado com facilidade até mesmo pelo novo companheiro de equipe, Valtteri Bottas. A diferença entre os dois rivais era de enormes 25 pontos, uma vitória. 
Vettel viveu o auge na temporada com a vitória em Mônaco, que o levou a abrir 25 pontos para Hamilton (Foto: AFP)
Seb, com o mesmo número de triunfos que Hamilton neste período (quatro), estava sempre ali, somando bons pontos. Líder desde o início da temporada, o alemão foi para as férias de verão após ter vencido o GP da Hungria com 202 tentos, contra 188 de Lewis. Destacam-se, neste período, alguns momentos bem complicados para Hamilton, que não se encaixava da melhor forma com o carro em determinadas pistas. 
 
Na Rússia, por exemplo, o britânico não passou do quarto lugar e viu Bottas vencer em Sóchi. Em Mônaco, foi pior ainda, a ponto de sequer avançar para o Q3 e terminar a corrida nas ruas do Principado, onde mora, apenas em sétimo, enquanto a Ferrari festejava a dobradinha com Vettel e um muito contrariado Kimi Räikkönen no pódio. Claro que Lewis teve momentos bons neste período, como o doce gosto de derrotar o rival na Espanha e vencer no Canadá num fim de semana especial por ter igualado a marca de poles do ídolo Ayrton Senna.
 
Vettel, por sua vez, foi o artífice da grande polêmica da temporada ao se irritar com Hamilton durante um período de safety-car no GP do Azerbaijão. De cabeça quente com o que julgou ser um brake-test do piloto da Mercedes, Seb bateu deliberadamente na traseira do carro prateado de Lewis, provocando uma bela ‘briga de trânsito’ nas ruas de Baku. Seb foi punido e foi um dos tantos a perder uma clara chance de triunfar naquela prova inacreditável, que teve a vitória inesperada de Daniel Ricciardo. Hamilton também se viu sem poder subir no topo do pódio, mas por uma falha inusitada demais: o encosto de cabeça do seu carro se soltou.
Lewis Hamilton sofreu com sua 'diva'. Como no Parque Olímpico de Sóchi (Foto: Andy Hone/LAT Images)
Um raro azar de Seb na primeira fase da temporada foi no GP da Inglaterra. Hamilton caminhava para a consagração diante do seu povo, mas o alemão seguia para somar pontos importantes com o terceiro lugar, quando um pneu furou nos momentos finais da prova em Silverstone. Vettel igualava Hamilton com o pior resultado na primeira parte da temporada, mas a vitória em Hungaroring, que veio na esteira de um gesto de fair play da Mercedes — que levou Lewis a devolver a posição a Bottas e terminar em quarto depois de tentar, sem sucesso, passar as Ferrari de Räikkönen e Vettel —, fez o germânico ir para as férias com um largo sorriso no rosto.
 
 

 


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Hamilton vira o jogo. E Vettel sucumbe às falhas da Ferrari

 
Como citado mais acima, o cenário enfrentado por Hamilton foi semelhante ao da temporada de 2014. Naquela temporada, Lewis foi para as férias de verão com 11 pontos de vantagem para o rival Nico Rosberg. Depois de se chocar com o carro do alemão em Spa-Francorchamps e abandonar, o britânico emendou uma série irresistível de cinco vitórias para alcançar o tri no GP dos Estados Unidos. Portanto, Hamilton sabia que teria de repetir a receita para tentar mais uma virada três anos depois.
 
Contra si, Vettel tinha não apenas uma nova atualização do motor Mercedes, mas também o fato de que as próximas duas corridas, em Spa-Francorchamps e Monza, seriam bem desfavoráveis à Ferrari. A esperança estava no GP de Singapura, com o circuito de rua mais afeito à SF70-H.
 
Favoritaço, Hamilton confirmou sua condição e venceu os GPs da Bélgica e da Itália — neste, alcançou outro feito histórico ao superar o recorde de poles de Michael Schumacher e largar pela 69ª vez na carreira na frente. Vettel fez o que dava: foi segundo em Spa e viu de longe a dobradinha Hamilton-Bottas em Monza. Numericamente, Lewis virou o jogo contra Vettel exatamente na casa da Ferrari ao somar 238 pontos, três a mais que Seb. Mas a virada propriamente dita aconteceu quando a F1 voltou à Ásia.
Singapura foi o ponto definitivo da virada de Hamilton. E da derrocada da Ferrari (Foto: AFP)
A própria Mercedes esperava por uma jornada difícil em Singapura. Em contrapartida, era claro o favoritismo da Ferrari, que se consolidou na classificação com a pole de Vettel. Hamilton ficou atrás também das Red Bull de Max Verstappen e Daniel Ricciardo, além da outra Ferrari, de Räikkönen, para largar apenas em quinto. Ou seja: Seb tinha tudo para, em condições normais, retomar a liderança do campeonato e levar a batalha em pé de igualdade até Abu Dhabi.
 
Só que ninguém, absolutamente ninguém poderia esperar o que aconteceu na noite daquele domingo na cidade-estado. Na largada, Vettel procurou fechar o ângulo para evitar a ultrapassagem de Verstappen, que acabou sendo tocado por Räikkönen. Os três pilotos ficaram fora da prova na primeira curva. E Hamilton, de quinto, pulou para a liderança e por lá ficou durante todas as 58 voltas.
 
A série ‘zicada’ de Vettel teve outro capítulo na Malásia. Porque uma falha no motor apresentada no sábado fez com que o alemão não tivesse chance de sequer tentar uma volta rápida na classificação. Hamilton largou na pole, mas ciente de que precisava de um bom resultado, não necessariamente a vitória, não opôs resistência para um Verstappen que não tinha nada a perder. O segundo lugar só não foi melhor porque Vettel, do fim do grid, conseguiu uma grande reação para cruzar a linha de chegada em quarto. Ao fim do GP da Malásia, a vantagem de Hamilton na liderança já era bastante confortável: 34 pontos. 
A consagração: Lewis Hamilton conquistou o quarto título mundial na F1 (Foto: AFP)
O GP do Japão era decisivo para Vettel e a Ferrari. Uma falha praticamente definiria o título em favor de Hamilton. E, para o desespero dos tifosi, foi exatamente o que aconteceu. Tudo graças a uma inesperada falha em uma vela de ignição, estimada em pouco mais de R$ 200. Seb completou apenas poucas voltas quando a equipe de Maranello solicitou sua volta aos boxes para abandonar. Hamilton seguiu placidamente rumo à vitória e ampliou a dianteira para incríveis 59 pontos. O tetra, portanto, era questão de tempo e seria confirmado três semanas depois diante de mais de 100 mil pessoas no Autódromo Hermanos Rodríguez, no México.
 
Vettel engrandeceu muito o título de Hamilton, sobretudo pelo que fez no primeiro semestre. Mas Lewis, implacável, repetiu a arrancada que fizera há três anos e ainda foi brindado pela sorte de campeão, que foi a grande pedra no sapato da Ferrari, que agora amarga exatos dez anos sem título.
 
A expectativa agora é toda por uma reedição do duelo e o tira-teima entre os dois tetracampeões mundiais em atividade. Que venha 2018!
 
FALTA DE HONESTIDADE

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