Atraso em chegada de frete provoca correria para quatro equipes da F1 em Interlagos

Boa parte dos equipamentos de Ferrari, Alfa Romeo, Haas e McLaren chegaram somente nesta manhã de quinta-feira a Interlagos, um dia antes da abertura das atividades de pista. Entretanto, o chefe da Haas informou que a equipe ainda está sem os seus motores

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O calendário apertado com a rodada tripla México-Brasil-Catar provocou uma inesperada correria nos últimos dias para quatro equipes do grid da Fórmula 1. Em razão da má visibilidade nos últimos dias na capital mexicana, houve o atraso na decolagem de aviões cargueiros rumo a Miami, nos Estados Unidos, e depois para o Aeroporto de Viracopos, em Campinas. Só depois, por terra, é que a carga é transportada para a Interlagos. O frete com tudo o que restava dos equipamentos das equipes da Fórmula 1 chegou somente na manhã desta quinta-feira (11).

Quatro equipes do grid foram as mais afetadas: Ferrari, Alfa Romeo, Haas e McLaren. O GRANDE PRÊMIO viu a chegada da carga que faltava de Ferrari e Alfa Romeo, bem como registrou o número bem mais expressivo de caixotes de ambos os times ainda fora dos boxes, na área comum do paddock.

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INTERLAGOS; GP DE SÃO PAULO; F1; FÓRMULA 1;
A Alfa Romeo foi uma das equipes que receberam parte dos seus equipamentos só nesta quinta-feira (Foto: Gabriel Curty/Grande Prêmio)

Contudo, Guenther Steiner, chefe da Haas, se mostrou preocupado e alegou que peças e os motores da equipe ainda não chegaram. “Não sei exatamente quais peças estão faltando, mas com certeza os motores estão faltando. Estão faltando as caixas de ferramentas. Sem a caixa de ferramentas, não dá para trabalhar. Então, basicamente, não podemos trabalhar nos carros. Mesmo se alguma das peças do carro estiver aqui, não podemos trabalhar em cima dele porque não temos ferramentas”, queixou-se o dirigente em entrevista ao site britânico GPFans.

Steiner ressaltou ainda que tudo pode ser ainda mais difícil no frete dos equipamentos de São Paulo até Losail, palco do GP do Catar, no próximo fim de semana. “Para o Catar, é uma longa viagem daqui, porque o pessoal tem de desmontar a garagem e os carros, preparar toda a carga e depois entrar no avião em um voo, acho, de umas 15 horas, além do fuso à frente. Então a semana que vem vai ser muito dura”, alertou.

Em Interlagos, o GRANDE PRÊMIO também apurou com membros de Ferrari e Alfa Romeo que o material todo já chegou e que os carros, que realmente não estavam completos horas atrás, já estão em Interlagos. No entanto, apesar do atraso, não houve sinal de um qualquer comportamento diferente, com membros dos respectivos times almoçando naquele momento.

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O problema de logística proporcionou um desafio a mais para que os funcionários deixem tudo pronto para a abertura dos trabalhos de pista nesta sexta-feira, em dia que será mais corrido que o habitual por conta do treino livre 1 e, horas depois, da sessão classificatória que vai definir o grid da corrida sprint, no sábado à tarde.

Em razão do inesperado problema, o toque de recolher, imposto pela Fórmula 1 às equipes como forma de limitar o tempo de trabalho dos funcionários e proporcionar um melhor descanso, foi removido para a noite desta quinta-feira, justamente para que todos os carros fiquem prontos para as atividades desta sexta-feira em São Paulo.

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Os bastidores dos testes de Covid em Interlagos (Vídeo: Fernando Silva/GRANDE PRÊMIO)
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