Audi mantém foco em 2030 e avalia mudança profunda de conceito no motor da Fórmula 1
Focada em brigar pelo título mundial da Fórmula 1 em 2030, a Audi avalia que uma mudança profunda no conceito da unidade de potência será necessária para aproximá-la das principais forças do grid
Em meio a um início de altos e baixos no novo regulamento da Fórmula 1, a Audi estuda uma mudança profunda de conceito na unidade de potência para os próximos anos. Na visão de Mattia Binotto, chefe do projeto da marca alemã na categoria, esse é o caminho para se aproximar das principais equipes do grid e manter o objetivo de disputar o título até a temporada 2030. Essa alteração, porém, pode não ser viável para o ano que vem, o que a empurraria para 2028.
O início da Audi na temporada 2026 da F1 tem sido positivo, com pontos de Gabriel Bortoleto na estreia e a capacidade de competir plenamente no pelotão intermediário. No entanto, os problemas de confiabilidade estão lá, principalmente nas largadas. Além disso, o entendimento da equipe é de que o principal déficit em relação aos principais times não está no chassi, mas na unidade de potência em si — o que forçaria uma mudança profunda.
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“É uma combinação de potência, entrega de energia, eficiência e pilotagem”, disse Binotto ao portal inglês The Race. “Em termos de controles, calibração de softwares, ainda podemos fazer muito. As mudanças de marcha são duras, o que está afetando o carro na frenagem, tornando-o instável. E quando você tem uma pilotagem tão difícil, fica mais complicado equilibrar o carro porque você precisa proteger a traseira e não pode equilibrá-lo de uma forma que funcionaria melhor”, explicou.
“Então, sigo dizendo: para nós, é uma combinação de pura potência do motor e eficiência da energia, ou a forma que a usamos. Em termos de ferramentas, precisamos melhorar a pilotagem do carro. No geral, essa é nossa maior distância para as principais equipes hoje — que está em pelo menos 1s”, analisou.
E a questão é que alguns desses problemas podem ser resolvidos com atualizações de softwares e outros refinamentos, mas não o suficiente para empurrar a Audi rumo ao topo. Os problemas de largada, por exemplo, têm como raiz o tamanho do turbocompressor, considerado o maior do grid no momento.
No fim, ainda que o time receba oportunidades de mexer no motor por meio do ADUO, as alterações necessárias são consideravelmente mais profundas e inviáveis ao longo de uma temporada. Por isso, Binotto confia que uma revolução de conceito pode ser o caminho para aproximar a esquadra das potências da F1.

“Para nós, parte disso significaria entrar em um novo conceito de design no motor, que poderia nem ser em 2027, mas em 2028. Precisamos ser pacientes, sei disso. Mas, por outro lado, ainda podemos tentar entregar enquanto somos pacientes. E o que estamos fazendo hoje é bom, não é tão ruim”, afirmou.
“Nunca foi um mesmo problema se repetindo. Por um lado, isso é encorajador, porque significa que estamos resolvendo os problemas que encontramos. Mas, por outro, mostra o quão jovem e imaturo nosso projeto é. Os problemas que encontramos estão, às vezes, no design, nas operações. Erros básicos, humanos, que podem acontecer quando um time ainda é jovem. Mas são diferentes tipos de pequenos problemas que afetam o carro”, pontuou.
Ao justificar a mudança de conceito, Binotto explicou que o principal é manter a visão de longo prazo da Audi. Não que a equipe deva suspender o trabalho atual, mas o dirigente reforçou que o mais importante é tomar as decisões que a levem a brigar pelo título em 2030. Para chegar lá, na visão do italiano, será necessário alterar o conceito e crescer como equipe e estrutura.
“Acho que é como uma checklist. É sobre consistência, revirar todas as possibilidades e garantir que todos os detalhes importam. Mas tenho de dizer que a equipe está muito focada e concentrada. Eles entendem o que é necessário neste nível e estão realmente trabalhando para garantir que tenhamos as soluções o mais rápido possível. Quanto mais andamos, mais aprendemos. Então, não posso dizer que hoje estou feliz por termos toda a confiabilidade. Não temos, coisas ainda podem acontecer”, admitiu.

“Mas é por isso que traçamos um objetivo que pode parecer tão distante, em 2030. Estamos na base neste momento. Será importante para nós equilibrar o curto e o longo prazo, porque nosso objetivo é em direção ao futuro. Enquanto trabalhamos para acertar o agora, não podemos nos distrair de nossa ambição a longo prazo. Estamos sob o teto de gastos, somos limitados em termos de capacidade. A evolução a longo prazo é a mais importante”, sentenciou.
“E qualquer coisa que possamos fazer no curto prazo, dentro dos limites, faremos. Mas é mais importante olhar à frente e construir o futuro. Não podemos perder [a mira] em 2030. Então, precisamos continuar subindo nossa montanha daqui até lá. Obviamente, para ir bem em 2026, é importante seguir treinando os músculos. Mas não vou comprometer o futuro pelo curto prazo”, finalizou o chefe do projeto da Audi.
A Fórmula 1 volta neste fim de semana, de 1º a 3 de maio, com o GP de Miami, quarta etapa da temporada. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificações e corridas em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
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| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Treino livre 1 | 13:00 | 15:00 | 17:00 | 18:00 |
| Classificação Sprint | 17:30 | 19:30 | 21:30 | 22:30 |
| Corrida Sprint | 13:00 | 15:00 | 17:00 | 18:00 |
| Classificação | 17:00 | 19:00 | 21:00 | 22:00 |
| Corrida | 17:00 | 19:00 | 21:00 | 22:00 |
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