Audi reforça foco por brigar por títulos na F1 até 2030: “Temos um caminho agressivo”

Jonathan Wheatley afirmou que Audi precisará ser "disruptiva" para brigar por vitórias e títulos na Fórmula 1 e acredita que novo regulamento de 2026 é oportunidade para mudar ordem de forças do grid

Jonathan Wheatley afirmou que o projeto de transição da Sauber para Audi na Fórmula 1 segue conforme planejado e destacou a ambição da nova estrutura em disputar vitórias e títulos até o fim da década. O britânico disse estar confiante na evolução do time antes da estreia oficial e que os novos regulamentos de 2026 representam grande oportunidade para a montadora alemã. Além disso, destacou a importância de Mattia Binotto para o projeto.

A Sauber está presente na F1 desde 1993, período em que somou uma vitória e 28 pódios — sendo o único triunfo e 17 top-3 durante período de parceria com a BMW, entre 2006 e 2010. No próximo ano, contudo, deixará o grid para dar lugar à Audi, que assumiu a operação suíça para estrear na categoria.

Escolhido para comandar a equipe nas pistas, Wheatley destacou que a importância de Binotto no processo de transição e reforçou a meta ambiciosa estipulada pelo líder do projeto da Audi na F1: disputar o título até 2030.

“Estamos no caminho certo. Felizmente, Mattia já está aqui há mais tempo, então as coisas já começaram a se mover. Temos um plano ambicioso pela frente. Nossa intenção é disputar vitórias e campeonatos até o fim da década, e temos um caminho agressivo para chegar lá”, afirmou.

Jonathan Wheatley e Mattia Binotto comandam o projeto da Audi na F1 (Foto: Sauber)

Para alcançar a meta de ser campeão rapidamente, o dirigente pontuou que as mudanças de regulamento previstas para 2026 — que envolvem tanto o chassi quanto as novas unidades de potência — representarão uma maior revolução. E que grandes modificações apresentam oportunidades para mudanças na ordem de forças.

“É um conjunto extremamente empolgante de regras técnicas, muito desafiador. E, quando isso acontece, há a chance de embaralhar a ordem natural das coisas. Os pilares do envolvimento da Audi são motores altamente eficientes, combustíveis totalmente sustentáveis e tecnologia híbrida avançada. É exatamente o que será introduzido no próximo ano. Estamos animados para reunir chassi e motor pela primeira vez e colocar um carro de F1 da Audi na pista”, explicou.

Wheatley, no entanto, reconheceu que transformar uma equipe que passou anos somente tentando sobreviver no grid é uma tarefa complexa. Conhecido por desenvolver a equipe de pit-stops que levou a Red Bull a um novo patamar de eficiência, ele afirmou que adotou uma postura de observação e aprendizado em seus primeiros momentos no comando.

“Nos primeiros dias, mantive olhos e ouvidos abertos e usei a boca na proporção certa”, brincou. “Se você tenta mudar tudo de uma vez, traz ideias demais ou altera muitas coisas, é perigoso. Uma equipe de corrida é como uma família: às vezes há atritos, às vezes tudo flui. A experiência me ensina quando é o momento certo para agir”, emendou.

Jonathan Wheatley explicou que início na Sauber foi de muita observação (Foto: Sauber)

“Estamos em uma verdadeira batalha a cada fim de semana. Não podemos vacilar. O que busco é melhoria contínua — queremos entender como tomar as decisões certas sob pressão e como sermos consistentes nisso”, seguiu.

Por fim, o britânico disse que o projeto Audi precisará pensar fora da caixa para competir com as potências do grid.

“As equipes contra as quais estamos lutando têm força e profundidade em todas as áreas. Estamos desafiando Ferrari, Red Bull, McLaren e Mercedes. Somos disruptivos, temos de ser. Não chegaremos onde queremos jogando o mesmo jogo de sempre. Estamos na garagem dez e queremos chegar à garagem um. É uma longa caminhada”, finalizou.

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SessãoBRA*CBVPOR
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Corrida sprint14:0016:0018:0019:00
Classificação18:0020:0022:0023:00
Corrida16:0018:0020:0021:00

*Horário de Brasília

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