Chefão da F1 diz que presença de mulheres no grid é pouco provável “em curto prazo”

Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, afirmou à SKY Sports italiana, que não enxerga uma mulher no grid do Mundial num futuro próximo, em que pese vislumbrar abertura para isso na categoria

Volta rápida na pista de Miami, que recebe a F1 em 2022 (Vídeo: Miami)

Presidente e CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali não acredita em ver pilotas no grid do Mundial num futuro próximo. Em entrevista concedida à Sky Sports italiana, o dirigente máximo da principal categoria do esporte a motor foi cauteloso ao ser perguntado sobre quando a F1 vai ver novamente uma mulher fazendo parte das corridas.

A última mulher a fazer um GP no Mundial foi a italiana Lella Lombardi, também a única a pontuar na categoria. Já Susie Wolff foi a última a acelerar em uma sessão oficial de treinos da F1, o TL1 do GP da Inglaterra de 2015, com a Williams, sendo a 13ª colocada em uma sessão que contou com 20 competidores.

“A Fórmula 1 é o tipo de esporte que dá a possibilidade de que homens e mulheres compitam entre si no mesmo campeonato. É de conhecimento geral que a maioria dos praticantes de automobilismo são homens, mas não existem elementos que impeçam uma mulher se destacar. Desde já, existe uma vontade de que as mulheres assumam um papel de protagonismo”, comentou.

ANÁLISE
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Tatiana Calderón e Jamie Chadwick (Foto: F1)
Tatiana Calderón e Jamie Chadwick (Foto: F1)

Domenicali relembrou as categorias de base e a presença feminina por lá, principalmente na W Series, mas afirmou que ainda enxerga um longo caminho para que alguma pilota seja promovida para F1. “Não será a curto prazo, porque para alcançar a F1 é necessário de um grande período de crescimento. Mas os caminhos que levam à Fórmula 1 oferecem essa possibilidade, de mostrar o talento”, garantiu.

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Mais recentemente, duas pilotas despontaram como possíveis postulantes a uma vaga na Fórmula 1: a colombiana Tatiana Calderón, pilota de testes da Alfa Romeo e que hoje corre na Super Fórmula japonesa e no WEC, e a britânica Jamie Chadwick, integrante do programa de desenvolvimento de jovens pilotos da Williams e a primeira campeã da W Series, categoria de monopostos exclusiva para mulheres.

“A curto prazo, vejo como algo complicado, mas a lógica da diversidade é um dos valores que apoiamos e que a F1 está trabalhando, seria muito satisfatório vê-las por aqui”, finalizou o presidente da Fórmula 1.

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