Chefe da Mercedes defende “ser humano” Hamilton de críticas sobre ‘apagão’ no GP da Hungria

Toto Wolff partiu em defesa de Lewis Hamilton, que tem sido muito criticado por jornais britânicos por conta da sua performance abaixo da média no GP da Hungria, no último domingo

O GP da Hungria foi, de longe, o mais difícil para a Mercedes e Lewis Hamilton na temporada. Pela primeira vez desde o início da nova ‘era turbo’, o time alemão não figurou no pódio. E para o bicampeão do mundo, foi um domingo de muito mais baixos do que altos, a começar pela largada, onde a corrida praticamente foi decidida — em favor de Sebastian Vettel, da Ferrari. O britânico teve seu pior resultado em 2015, terminando apenas em sexto lugar.

Por conta da performance abaixo da média em Hungaroring no último domingo, Hamilton recebeu críticas de diversos jornais britânicos. Mas não é para tanto, é o que diz Toto Wolff, diretor-esportivo da Mercedes. O dirigente austríaco partiu em defesa do seu piloto por enxergar que a corrida na Hungria acabou por ser uma exceção e ressaltou que Lewis é, antes de tudo, um ser humano e, portanto, passível de erros.

Toto Wolff defendeu Hamilton de críticas após desempenho abaixo da média na Hungria (Foto: AP)

“Alguém que cometa tantos erros como os que cometemos em Budapeste não merece estar no pódio. Mas não temos que nos torturar”, comentou Toto em entrevista ao diário alemão ‘Stuttgarter Nachrichten’.

“Nossos pilotos ainda estão nas duas primeiras posições do campeonato e temos uma vantagem sólida no Mundial de Construtores também. Estamos colocando todo nosso esforço para encontrar os erros e buscar as soluções, sem culpar ninguém”, declarou.

“É preciso lembrar de que são seres humanos que estão pilotando. 24 horas antes, o mesmo Lewis realizou uma classificação excepcional, e todo mundo aplaudiu, de modo que não dá para entender que agora tenha algum tipo de problema”, complementou o chefe da Mercedes.

Hamilton não apenas se sustentou na liderança do Mundial como abriu vantagem perante Nico Rosberg na tabela. Agora, o britânico soma 202 pontos, contra 181 do seu companheiro de equipe, que levou azar ao ser tocado por Daniel Ricciardo no fim do GP da Hungria e ter o pneu traseiro esquerdo furado, arruinando sua chance até de tomar a liderança do campeonato.

Vettel, com os 25 pontos da vitória no circuito magiar, diminuiu a vantagem para Hamilton, que agora está 42 pontos à frente do tetracampeão. Uma diferença que, para Wolff, não pode gerar comodismo dentro da equipe. “Esta vantagem é de menos de duas vitórias, de modo que não podemos relaxar até o fim da temporada. Não se pode ignorar a Ferrari”, alertou.

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