Chefe da Renault vê pódio de Ricciardo como “um marco na equipe” e minimiza aposta

Cyril Abiteboul preferiu enfatizar a evolução da equipe desde sua volta como equipe de fábrica ao grid da Fórmula 1 em 2016 do que fazer a história da aposta de fazer uma tatuagem a grande conquista do dia

Desde a volta da Renault ao grid da Fórmula 1, em 2016, era esperada a conquista de, ao menos, um pódio. O primeiro troféu neste período de regresso ao Mundial levou um bom tempo para ser conquistado, mas veio pelas mãos de Daniel Ricciardo no GP de Eifel, realizado neste domingo (11). O sorridente australiano cruzou a linha de chegada atrás apenas de Max Verstappen e do vencedor, Lewis Hamilton.

Foi a primeira vez que a Renault foi ao pódio desde o GP da Malásia de 2011, quando Nick Heidfeld terminou a corrida em Sepang também na terceira posição. A partir de 2012, a equipe passou a correr com o nome Lotus na esteira da aquisição de ações pelo grupo de investimentos Genii Capital, que manteve o controle majoritário até 2015, quando a equipe de Enstone foi recomprada pela marca francesa, que então regressou ao Mundial como equipe de fábrica no ano seguinte.

O pódio de Ricciardo tem o significado de um momento de virada para a equipe anglo-francesa e também para seu líder, Cyril Abiteboul. O engenheiro, que desde o regresso da Renault ao Mundial ocupa a função de chefe de equipe, destacou a evolução do trabalho neste ciclo na Fórmula 1.

“Voltamos [como equipe de fábrica] em 2016. [O pódio] demorou um pouco, sofremos muitas críticas. Mas mostramos compromisso com o esporte, também a capacidade de progredir e, finalmente, de chegar a essa posição”, disse em entrevista à F1 TV.

Abiteboul conteve a empolgação e não deixou de mencionar que a quebra do motor de Valtteri Bottas na volta 18 foi um fator preponderante para o resultado conquistado pela equipe, sem deixar de reforçar o bom momento vivido na temporada.

Ricciardo conquistou o primeiro pódio da Renault no GP de Eifel (Foto: AFP)

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“Sejamos claros, essa posição hoje só foi possível porque houve o abandono de Valtteri. Sabemos que nosso carro não é capaz de fazer isso em circunstâncias normais. Mas não há dúvida de que estamos evoluindo e vejo isso como um pequeno impulso para o que está por vir”, salientou.

A pista de Nürburgring foi uma das novidades no calendário da Fórmula 1 e, na visão de Abiteboul, não prejudicou o desempenho da Renault.

“Ficamos preocupados aqui porque é a primeira vez que regressamos para cá e [porque] é uma pista de altíssimo downforce. O carro funcionou bem e isso indica um grande progresso”.

A Renault rivaliza, ponto a ponto, com Racing Point e Mclaren na briga pelo terceiro lugar no Mundial de Construtores. Na visão de Cyril, os três times estão muito próximos e é difícil apostar em quem fica nesta posição.

“A consistência vem muito da confiabilidade e da boa execução [dos trabalhos] Há algumas diferenças de acordo com as características de cada pista, então, é muito mais sobre qual vai ser o mais confiável e o melhor em termos de corrida”, afirmou.

Sobre a aposta feita com Ricciardo, Abiteboul — que se comprometeu a fazer uma tatuagem, com desenho a ser definido pelo piloto e local da tatuagem de acordo com o dirigente — não deixou de responder ao questionamento sobre a brincadeira, porém, tratou de minimizar o tema e dar ênfase ao que foi conquistado neste domingo.

“Sei que existe uma história de tatuagem, mas não quero fazer dela a história do dia. Na verdade, a história do dia é um marco, um marco na jornada da equipe”, comemorou.

A próxima etapa da temporada 2020 do Mundial de Fórmula 1 acontece daqui duas semanas, no GP de Portugal no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão. O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo AO VIVO e em TEMPO REAL.

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