Chefe diz que Alonso acaba com desculpas da Renault: “Sabemos que ele não erra”

O chefe Cyril Abiteboul sente que Fernando Alonso vai expor fraquezas da Renault em 2021 através de um alto nível de pilotagem. O progresso da Renault, entretanto, alivia o dirigente

A Renault está presente na Fórmula 1 desde 2016 e, por uma série de motivos, ainda não conseguiu resultados à altura das expectativas para uma montadora que investe pesado. As desculpas para isso são várias, mas uma delas deixa de existir em 2021: de acordo com o chefe Cyril Abiteboul, a chegada de Fernando Alonso garante boa pilotagem e aumenta a responsabilidade de desenvolver um bólido competitivo.

A análise de Abiteboul veio após pergunta sobre a personalidade de Alonso, reconhecido por expor insatisfações com carros e equipes. O dirigente reconhece isso, mas aposta na evolução recente da Renault.

“Nós estamos preparados para isso [exigências do Alonso]”, disse Abiteboul, entrevistado pela revista alemã Auto Motor und Sport. “Eu assumo que nosso carro vai estar ainda melhor ano que vem. Se o Fernando perceber o progresso, isso vai acordar o piloto que existe dentro dele. Onde nós certamente precisamos melhorar é na execução na pista. Com o Fernando, nós sabemos que ele não comete erros. Assim, não temos desculpas”, frisou.

A Renault se esforça ao máximo para começar 2021 com Alonso já tão adaptado quanto possível. O espanhol, aliás, já visitou a fábrica em Enstone. Enquanto isso, a escuderia negocia com a FIA a presença do piloto nos testes coletivos de dezembro em Abu Dhabi – teoricamente reservado para jovens pilotos.

Fernando Alonso
Fernando Alonso volta ao grid para levar a Renault a novo patamar na F1 (Foto: AFP)

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Isso tudo, entretanto, ainda é assunto para o futuro. A Renault ainda segue de olho na performance de Daniel Ricciardo, que acumula resultados melhores que o de Esteban Ocon antes de partir para a McLaren. Mesmo reconhecendo que o francês ainda não está no melhor nível, há esperança de que a situação será outra no futuro próximo.

“O Daniel é um piloto muito forte e ninguém precisa explicar isso. Ele se tornou ainda mais forte esse ano, porque o carro melhorou e o trabalho conjunto com os engenheiros está correndo melhor. A traseira do carro ficou mais estável e isso deixa o Daniel mais confiante. Já o Esteban está voltando aos poucos depois de uma pausa de um ano. Mesmo assim, ele não está tão atrás do Daniel quanto talvez pareça. Ele precisa entender que o Daniel é uma comparação séria e que é necessário ter objetivos sérios. É verdade que ele cometeu um erro na classificação em Mugello, mas eu o perdoo por isso. É algo que me mostra que ele ataca, que ele quer mais. Eu prefiro isso a ter um piloto que aceitar o status quo e a hierarquia da equipe. Acredito que até o fim da temporada teremos uma briga quente entre os dois pilotos”, encerrou Abiteboul.

A Renault está em quinto no Mundial de Construtores, mas ainda sonhando com um ataque a rivais de peso, como McLaren e Racing Point. Caso supere as duas, a escuderia garante um top-3 ainda inédito desde o retorno à F1.

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