Chefe da Red Bull revela que quase impediu superlicença de Verstappen na Fórmula 1

Diretor de segurança da FIA na época, Laurent Mekies lembrou de quando Jean Todt, então presidente da entidade, achou "ridículo" o fato de Max Verstappen ter conseguido a superlicença com apenas 17 anos

Atual chefe da Red Bull, Laurent Mekies revelou que já ficou responsável por barrar a chegada precoce de jovens talentos à Fórmula 1 na época em que trabalhava na Federação Internacional de Automobilismo (FIA), há mais ou menos dez anos — e tudo isso por causa de Max Verstappen. Na então função de diretor de segurança da entidade, o dirigente lembrou que o presidente Jean Todt acreditava ser inadmissível o fato de um piloto com somente 17 anos estar conseguindo a superlicença.

Depois de estrear na principal categoria de monopostos em 2001, com a Arrows, o francês ainda passou por Minardi e Toro Rosso antes de assumir um cargo importante no órgão que gerencia o esporte a motor, em 2014. E desembarcou por lá na mesma época em que o time de Milton Keynes buscava uma liberação para tirar o neerlandês da Fórmula 3 e colocá-lo em um dos assentos da irmã de Faenza.

Durante uma participação no podcast Talking Bull, oficial da Red Bull, Mekies foi questionado se ajudou a atual equipe a obter sucesso com a superlicença de Verstappen, que se tornou o mais jovem da história a competir na F1. “Não conte isso a ele, mas na verdade foi o contrário. Entrei na FIA justamente quando Max conseguiu a superlicença aos 17 anos”, recordou.

“A primeira coisa que Jean Todt, presidente da FIA na época, pediu foi: ‘Sabe de uma coisa? Esse garoto, Max, acabou de conseguir a superlicença aos 17 anos. Isso é ridículo. As pessoas não vão entender por que alguém não pode ter uma carteira de motorista comum e, ao mesmo tempo, pode pilotar um carro de F1. Então, por favor, analise isso com sua equipe e crie uma nova estrutura para a obtenção da superlicença, porque isso não pode acontecer de novo'”, continuou.

Atual chefe da Red Bull, Laurent Mekies trabalhou na FIA entre 2014 e 2018 (Foto: Gabriel López/Grande Prêmio)

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“Então, graças ao fato de Max ter sido tão excepcional, agora temos um sistema completamente novo de pontuação para a superlicença, incluindo a idade mínima. É melhor ele não saber que eu estava tentando pará-lo, só um pouquinho”, concluiu Mekies.

Desta forma, para obter o direito de guiar um carro de F1 atualmente, os pilotos precisam acumular no mínimo 40 pontos de superlicença da FIA em um período de três anos, além de ter pelo menos 18 anos de idade — sendo necessárias exceções especiais para que alguém mais jovem receba a devida autorização.

Recentemente, a federação acatou o pedido da própria Red Bull para dar a Arvid Lindblad a superlicença, no início de junho, antes mesmo de o atual piloto da Fórmula 2 completar 18 anos. Algumas semanas depois, o britânico teve a oportunidade de assumir o volante do RB21 de Yuki Tsunoda no TL1 do GP da Inglaterra.

Após a passagem pelo Brasil, a Fórmula 1 só retorna no fim do mês, para mais uma edição do GP de Las Vegas. A antepenúltima etapa da temporada 2025 acontece entre os dias 21 e 23 de novembro, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO. Depois, restarão apenas as passagens por Catar Abu Dhabi.

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