Coluna Apex, por Andre Jung: Velozes e furiosos

Eis os destaques positivos da temporada: Lewis Hamilton, no melhor de sua forma, foi campeão com todos os méritos; a equipe Force India, que trouxe uma dupla de pilotos de impressionante consistência e combatividade sendo, de longe, a ‘melhor do resto’. E Fernando Alonso, que mesmo sem um carro decente, conseguiu se manter bem

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2017 veio cheio de expectativas: os novos carros prometiam ser os mais rápidos F1 de todos os tempos, e o povo do Liberty Media finalmente iria tocar o negócio. Duas grandes mudanças que carregavam em si esperanças e preocupações. Afinal, se os carros forem tão rápidos, haverá segurança? Alguém, além de Bernie Eclestone, seria capaz de gerir o circo que o inglês inventou?

 
Acho que, nos dois casos, a resposta foi sim. Os carros são bem rápidos, mas não houve problemas com a segurança passiva dos circuitos, e o Liberty Media conseguiu colocar um pouco de tempero nas transmissões, há tempos engessada, da F1.
 
Nos treinos de inverno, pudemos notar que a renovação de pessoal promovida pela Ferrari deu certo e, depois de uma ano bem difícil, os vermelhos estavam de volta à briga. Por outro lado, com a surpreendente aposentadoria precoce do campeão mundial, Nico Rosberg, Valtteri Bottas teria finalmente a chance de comprovar, num carro de ponta, que realmente era um piloto de primeiro nível.
Andre Jung escreve a edição 274 da coluna Apex, fechando a temporada 2017 (Arte: Marta Oliveira)
A Manor faliu e saiu. Sobraram dez equipes. A McLaren, em seu terceiro ano de parceria com a Honda, chegou a falar em lutar por vitórias, mas bastaram os primeiros metros para todos perceberem que o novo motor era um completo desastre.
 
A primeira metade da temporada foi muito disputada: às voltas com um carro “temperamental", Lewis Hamilton tinha em Sebastian Vettel um adversário capaz de finalmente quebrar a hegemonia da Mercedes na era das unidades de potência. Com uma aerodinâmica original, a Ferrari fazia frente à Mercedes, na qual o substituto de Rosberg mostrava velocidade e consistência capazes de colocá-lo como aspirante ao título.
 
Revezando-se nos pódios e vitórias, Hamilton, Vettel e um animador Bottas fizeram com que a primeira metade da temporada terminasse sem favoritismo. Entretanto, após as férias do verão europeu, Hamilton voltou guiando no mais alto nível, e a Ferrari engatou uma série de erros e azares. Com o novo pacote da Mercedes, lançado em Silverstone, Bottas não sustentou mais as boas performances e, em em apenas quatro corridas, o inglês consolidou uma vantagem que praticamente o garantia como campeão de 2017.
 
Meus destaques positivos: Hamilton, no melhor de sua forma, foi campeão com todos os méritos; o time de engenheiros da Mercedes, que conseguiu, de forma brilhante, resolver os problemas que o carro apresentava na primeira metade da temporada; a equipe Force India, que trouxe uma dupla de pilotos de impressionante consistência e combatividade sendo, de longe, a 'melhor do resto'. Fernando Alonso, que mesmo sem um carro decente, conseguiu se manter em destaque e a nova dinâmica nas transmissões, impressa pelo Liberty Media.
 
Meus destaques negativos: a Honda e o fiasco de seu motor; a Williams, que voltou a fazer um carro fraco, empurrado pelo melhor motor; Daniil Kvyat, nervoso e errático até perder o emprego; os fiscais de pista e suas decisões incertas; os assaltos e tentativas durante o GP Brasil e o destempero de Vettel, que o levou à derrocada no campeonato.
 

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Com a saída repentina de Rosberg, tivemos a sorte de mais um ano com um brasileiro no grid. Felipe Massa voltou e fez uma temporada fraca, teve diversos azares, é fato, mas foram poucos os momentos em que demonstrou que não deveria mesmo ter parado em 2016. Fica como seu melhor registro o combativo sétimo lugar no seu último GP do Brasil.

 
Enquanto isso . . . 
 
. . . vida de time B não é fácil. Com dois pilotos inexperientes a Toro Rosso se prepara para trocar de motor pela quarta vez em quatro temporadas . . . 
 
. . . eram Renault, foram para a Ferrari, voltaram à Renault, e agora serão Honda . . . 
 
. . . Robert Kubica aquece o cockpit para seu ansiosamente aguardado retorno . . .
 
. . . a coluna Apex encerra sua 14ª temporada. Nos vemos em 2018.
FIM DE UMA GERAÇÃO

GIAFFONE: “BRASIL TEVE SORTE POR TER PILOTOS POR TANTO TEMPO NA F1”

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