Com Williams “no centro das atenções”, F1 rejeita ampliar número de equipes no grid

Diretor-esportivo da Fórmula 1, Ross Brawn condicionou a entrada de uma nova equipe à saída de outra, mantendo assim, ao menos pelos próximos anos, o número de 20 carros na categoria. O engenheiro britânico acredita que a Williams, com a atual configuração, vai permanecer no grid depois que encontrar um novo investidor

Não faz muito tempo, até 2012, a Fórmula 1 teve no seu grid um total de 12 equipes e, consequentemente, 24 carros. No início da década passada, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo), em conjunto com a categoria, empreendeu esforços para permitir a entrada de três novas equipes: Manor (que também teve os nomes Virgin e Marussia), Hispania e Lotus (que em 2012 passou a se chamar Caterham). Contudo, nenhuma das três teve vida longa e logo fecharam as portas. Desde 2017, a Fórmula 1 tem um total de dez equipes do grid, e assim deve permanecer por um bom tempo, afirma Ross Brawn.

O diretor-esportivo da Fórmula 1 lembrou que, por enquanto, e até pela conjuntura econômica do momento, não considera abrir espaço para a entrada de mais equipes no grid. A expectativa do engenheiro e dirigente inglês é ver a permanência da Williams no esporte. Nas últimas semanas, a empresa lançou nova estratégia que pode culminar até com a venda da maioria das ações e também no fim de uma das equipes mais vitoriosas do grid. Mas Brawn aposta na sua continuidade.

Em entrevista ao site britânico ‘RaceFans’, Brawn justificou o motivo de basear a Fórmula 1 a dez equipes pelos próximos anos.

A atual configuração da F1, com dez equipes no grid, vai permanecer por um bom tempo (Foto: Red Bull Content Pool)

“No momento, tudo se baseia em dez equipes e não acho que, nesse clima, estaríamos buscando acrescentar equipes iminentemente. Você nunca sabe o que está por vir ao virar a esquina e, claro, estamos criando um ambiente econômico muito mais viável para as equipes. Por isso, tenho certeza de que as pessoas agora vão olhar para isso de um ponto de vista diferente do que tenham visto na F1 dois ou três anos atrás”, comentou.

Na visão de Ross, o momento é de, antes de buscar novas equipes, fortalecer as que fazem parte da Fórmula 1 agora. “Temos dez equipes, que são ótimas. Sabemos que algumas precisam de apoio e, portanto, estamos focados em deixar essas dez equipes na melhor posição possível. Portanto, não acho que a questão das equipes extras seja algo em que estamos focados no momento”.

Hoje com 65 anos, Brawn tem a Williams no seu coração pelo fato de ter sido a equipe de Grove a primeira onde trabalhou na Fórmula 1, a partir de 1978. A confiança do dirigente é que o time fundado por Frank Williams possa seguir no grid e dar sequência ao legado histórico e vitorioso.

“Obviamente, a Williams está no centro das atenções no momento. Parece haver algum, segundo eles dizem, interesse muito forte e crível. E estamos otimistas de que eles vão continuar”, declarou.

O passado recente com as equipes que não deram certo na Fórmula 1 levam Brawn a entender que ainda não é chegada a hora de ‘engordar o grid’. A única alternativa vista pelo natural de Manchester para uma nova escuderia fazer parte da categoria é se outra deixar o esporte. E, ainda assim, mediante determinados critérios. “Se perdermos uma equipe, vai haver uma oportunidade para outra entrar. Mas precisa ser a equipe certa, não podemos ter o que aconteceu no passado, equipes indo e vindo porque simplesmente não deram certo e sem bases suficientemente fortes”.

“Você tem a FIA do ponto de vista regulatório e a F1 do ponto de vista comercial. Acho que as duas partes precisam trabalhar juntas para encontrar uma boa solução. Não podemos ter o que aconteceu no passado, quando tivemos uma margem de equipes que não foram viáveis. Acho que, uma vez consolidados onde estamos, podemos analisar adequadamente qual é o próximo passo”, concluiu.

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