F1

Consultor da Red Bull descarta troca de Gasly por Kvyat na temporada 2019

Helmut Marko foi taxativo ao garantir que Red Bull e Toro Rosso vão manter suas respectivas duplas de pilotos até o fim do campeonato. Daniil Kvyat brilhou no GP da Alemanha e marcou o segundo pódio da história da equipe B dos energéticos, enquanto Pierre Gasly bateu em Alexander Albon e abandonou com o carro #10 da Red Bull

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
A surpreendente performance que culminou com o terceiro lugar de Daniil Kvyat no GP da Alemanha do último domingo (28) contrastada com mais um erro cometido por Pierre Gasly na temporada fez com que o nome do piloto russo fosse lembrado como um possível candidato a substituir o jovem francês ainda nesta temporada no segundo carro da Red Bull. No entanto, Helmut Marko, consultor da Red Bull, se apressou ao dizer que nada muda neste ano.
 
“Temos as equipes que temos e vamos terminar a temporada assim”, declarou o austríaco pouco depois da corrida em Hockenheim.
 
O consultor da Red Bull é conhecido pelo tom crítico e pela pressão que costuma exercer sobre os jovens pilotos do programa de desenvolvimento da equipe taurina. 
Daniil Kvyat subiu ao pódio na Alemanha ao lado de Max Verstappen (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
Kvyat fez sua estreia na F1 em 2014, correndo pela Toro Rosso, e no ano seguinte foi promovido a titular da Red Bull depois da saída de Sebastian Vettel para a Ferrari. A temporada 2015 foi boa para Daniil, que inclusive superou, em número de pontos, seu companheiro de equipe à época, Daniel Ricciardo.
 
Mas enquanto Max Verstappen, depois de um grande ano de estreia, se destacava na Toro Rosso naquele início de 2016, Kvyat caiu em desgraça na Red Bull uma corrida depois do pódio conquistado no GP da China. Na Rússia, em Sóchi, Daniil errou na largada e acertou, de uma só vez, os carros de Ricciardo e Vettel.
 
Foi a gota d’água para a Red Bull promover a mudança e, a partir do GP da Espanha, Verstappen substituiu Kvyat, que foi rebaixado para a Toro Rosso. Desde então, Max se estabeleceu como estrela ascendente da F1 logo na esteira da vitória em Barcelona, enquanto o russo entrou não conseguiu repetir mais as boas atuações dos primeiros anos, perdeu terreno e, no fundo do poço, foi demitido da Toro Rosso antes mesmo do fim da temporada 2017.
 
Em 2018, Kvyat assinou como piloto de simulador da Ferrari. Parecia que o russo estava diante de portas fechadas na F1, mas a Toro Rosso o procurou para formar dupla com o estreante Alexander Albon nesta temporada. Daniil aceitou o convite e voltou ao grid do Mundial.
 
Depois de algumas atuações consistentes e outras bem discretas, Kvyat viveu um fim de semana de sonho. Primeiro, soube do nascimento do seu primeiro filho, fruto do relacionamento com a brasileira Kelly Piquet. Horas depois, voltou ao pódio, algo que não acontecia desde 2016, levando a Toro Rosso a um top-3 depois de mais de dez anos.
 
“É incrível voltar ao pódio. E trazer a equipe de volta depois de tantos anos é especial”, declarou o piloto, ainda jovem, com apenas 25 anos. “A corrida foi uma loucura e finalmente consegui encaixar tudo para chegar a este pódio. Estou muito feliz. A corrida foi como um filme de terror misturado com humor negro”, descreveu.
 
“Foi uma montanha russa, um pouco como toda a minha carreira”, complementou Kvyat.
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