Ricciardo revela angústia por ficar 2 anos longe do amor da família: “Isso me custou”

Daniel Ricciardo revelou tristeza por falta de apoio com distância da família em 2021. Piloto não via os pais desde junho de 2020, devido às restrições impostas pela pandemia de Covid-19

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Daniel Ricciardo fez sua primeira temporada pela McLaren em 2021 e precisou encarar alguns problemas ao longo de seu ano de adaptação. Com um desempenho bem abaixo do companheiro de equipe Lando Norris, o australiano foi para a pausa de verão da F1 com menos da metade dos pontos do britânico no Mundial de Pilotos. Porém, além da ferrenha concorrência interna na equipe de Woking, o piloto admitiu que precisou encarar uma nova dificuldade na primeira parte do ano: a distância da família.

Ricciardo não teve a oportunidade de ver seus familiares e amigos australianos devido às restrições pesadas em vigor no país para tentar controlar a pandemia de Covid-19. Desta forma, o piloto admitiu que a dificuldade em conseguir se reunir com os parentes — algo novo em sua vida — dificultou todo o processo.

“Saudade de casa parece dramático, mas eu definitivamente sinto falta da minha família”, admitiu Ricciardo. “Nós normalmente tínhamos a opção confortável de — caso quisesse minha mãe ou meu pai aqui — dizer ‘pessoal, vou comprar uma passagem de avião para vocês, entrem no avião e venham’. Então, não poder mais fazer isso se tornou um pouco frustrante, porque está fora do nosso controle”, disse.

Apesar de início complicado, Daniel Ricciardo deu à McLaren sua única vitória de 2021 (Foto: Beto Issa)

Em seguida, o australiano dono de oito vitórias na Fórmula 1 foi questionado se o lado pessoal da vida dos pilotos da categoria acaba sendo um pouco deixado de lado às vezes. E Ricciardo concordou, além de argumentar que os famosos “não são vistos como pessoas reais”.

“Sim, acontece”, continuou. “Acho que com qualquer um nos holofotes ou na TV, às vezes para quem está de fora, não parecem pessoas reais. Se você for um ator, por exemplo, Brad Pitt. É um super-homem. Poderia fazer qualquer coisa. Como se ele não ficasse triste ou emocionado, enfim”, argumentou Daniel.

“Mas como você sabe, você sentiria isso, e nós viajamos tanto e sentimos tanta falta de ficar longe dos nossos entes queridos quanto vocês. Então, ter isso multiplicado por dez é complicado”, comentou. “Não diria que afeta minha pilotagem. Mas particularmente quando não vou bem, então tem um efeito. Porque tudo que você quer é um apoio, amor da família. E pode se sentir sozinho”, reconheceu.

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Lando Norris disse que teve de liderar a McLaren enquanto Daniel Ricciardo se adaptava à equipe (Foto: McLaren)

Ricciardo preferiu não ligar diretamente seu início difícil na McLaren em 2021 ao fato de sentir saudade da família, mas admitiu que a situação “ficou um pouco mais complicada” com a impossibilidade de ver seus entes queridos.

“Com tudo isso, para ir bem, você precisa estar em um bom lugar mentalmente”, adiantou. “Então, sua vida precisa estar indo bem, seu relacionamento, meio que tudo reflete no seu treino, sua energia, seu humor”, explicou.

O piloto da McLaren já havia adiantado que iria viajar para a Austrália após a última corrida do ano, em Abu Dhabi, “nem que precisasse ficar encarando o teto de um quarto de hotel por duas semanas”, se referindo ao período de quarentena que os viajantes precisam enfrentar antes de conseguirem entrar em território australiano. Nada que seja um problema para Ricciardo, que ficou sem ver os pais desde junho de 2020.

De fato, após o encerramento da temporada — que culminou com o título mundial de Max Verstappen em um final alucinante em Abu Dhabi —, Ricciardo rumou à Austrália e já postou registros em uma de suas redes sociais na companhia dos entes queridos.

Daniel Ricciardo acelera o carro de Dale Earnhardt Sr. em Austin (Vídeo: F1)

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“Não estou acostumado a ter a família por perto, mas [é difícil] não ter isso por tanto tempo, sentir falta das coisas e até dos meus amigos em casa”, disse. “Não tê-los para desligar um pouco, sair por um final de semana, ou ir para qualquer lugar e não pensar em F1 — também não pude ter esse escape”, lamentou.

“Isso fez da primeira metade do ano algo mais custoso”, admitiu. “Então sim, acho que foi mais difícil para mim estar pulsando com energia e positividade e todas essas coisas. Ainda consegui encontrar um caminho, mas trabalhei bem mais duro por isso. E acho que isso me custou”, encerrou.

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