Coulthard diz que nunca “amou ser piloto” e explica decisão de deixar F1: “Perdi energia”

Ex-piloto de Fórmula 1, David Coulthard admite que não era tão apaixonado pela sua profissão e revela o momento em que decidiu se aposentar das corridas

David Coulthard estreou na Fórmula 1 em 1994, pela Williams, durante o GP da Espanha, como substituto de Ayrton Senna. Mas o escocês ficou mesmo marcado pelo longo período na McLaren entre os anos de 1996 e 2004, antes de decidir embarcar no novo e ousado projeto da Red Bull, em 2005. Apesar da ampla carreira na categoria maior do esporte a motor, David admitiu que nunca foi realmente apaixonado pela sua profissão de piloto.

“Eu amo a vida, mas não tenho certeza se alguma vez realmente amei ser um piloto de corrida”, revelou Coulthard ao portal inglês The Telegraph. “Porque sempre me pareceu que a vida era mais do que isso”, continuou.

“Eu tive a sorte de crescer em uma família amorosa onde corríamos juntos, mas o resto da minha semana era uma vida normal, então sempre soube que você não precisa ser um piloto, morando em Mônaco e viajando pelo mundo para ser feliz. A felicidade é uma coisa autodeclarada”, acrescentou Coulthard.

David assinaou com a Red Bull em 2005. A equipe austríaca era recém-chegada na F1 e, por isso, o escocês sabia que precisaria ter paciência até que os taurinos conseguissem lhe entregar um carro que fosse competitivo. Mesmo assim, o ex-piloto de 52 anos conquistou o primeiro pódio para a escuderia da marca de energéticos na categoria, durante o GP de Mônaco de 2006, quando terminou na terceira colocação.

David Coulthard durante sua última corrida na Fórmula 1, em São Paulo, 2008 (Foto: Reprodução)

Embora não tivesse a intenção de se aposentar tão cedo, Coulthard reconheceu que mudou de ideia durante a pré-temporada de 2008. “Acordei para os testes de pré-temporada naquele que acabou sendo o meu último ano”, explicou. “Quando entrei no carro [RB4 de 2008], simplesmente senti que ele não era competitivo.”

“Nas corridas, o carro novo carrega todas as suas esperanças e desejos. Ao contrário de outros esportes, onde só o condicionamento físico conta, os pilotos precisam de um bom carro ou não conseguirão ter um bom desempenho”, garantiu.

Lewis Hamilton vence corrida quando tem um carro bom, mas não o faz quando tem um carro mediano. E naquele dia em particular, eu sabia que o meu carro não era um carro vencedor – e perdi a energia. Eu perdi a luta”, revelou.

Coulthard anunciou a aposentadoria durante o GP da Inglaterra daquela temporada, em Silverstone. O escocês tinha 37 anos de idade em sua corrida final na F1, no fim de 2008, no Brasil. “É como nos relacionamentos. Você nunca imagina não estar em um, até o momento em que pensa: ‘Não quero mais estar nisso’. E em vez de me sentir deprimido, na verdade foi libertador”, completou.

Fórmula 1 retorna às pistas de 21 a 23 de fevereiro, com os testes coletivos da pré-temporada no Bahrein, no circuito de Sakhir.

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