De olho no #1, focado e sem conselhos de Piquet: o 1º dia de Verstappen em Interlagos

Max Verstappen não deu nenhuma resposta histórica, muito menos entrou em guerra com Lewis Hamilton nas palavras, mas garantiu que o encontro com o sogro Nelson Piquet teve tudo, menos conselhos para bater o rival na F1 2021. Além disso, revelou que está doido para assumir o número 1 no futuro. Para isso, precisa ser campeão

Quem esperava um dia de cutucadas entre Max Verstappen e Lewis Hamilton em Interlagos ficou frustrado. Líder do campeonato com quatro provas para o fim da temporada 2021, o holandês, nesta quinta-feira (11), quase nem falou do rival, evitou qualquer tipo de animosidade e, no fim das contas, chamou bem menos a atenção em suas falas para a briga pela taça e mais para Nelson Piquet e o possível futuro número de seu carro na Fórmula 1.

Em um dia em que pouquíssimo apareceu, Max foi manchete apenas pelo que disse na coletiva de imprensa. Antes disso, foi um dos últimos a chegar no paddock, de calça jeans e casaco de moletom, discretíssimo. Foi direto ver a equipe, de lá para a sala de conferência da FIA, falou com as TVs e logo voltou para dentro dos boxes, longe dos flashes e do maior agito.

A discrição foi a marca de Verstappen no dia todo e não fugiu muito disso na entrevista. Longe, muito longe de qualquer tom mais ácido ao falar de Hamilton e da disputa pelo caneco de 2021, o holandês acabou virando notícia ao falar do sonho de correr com o número #1 e do encontro na casa de Nelson Piquet, pai de Kelly, namorada do piloto.

“Não conversamos sobre isso [a disputa com Hamilton]. Eu não preciso de conselhos. Conversamos sobre várias coisas. Foi mais importante passar um tempo com a família”, disse em um tom menos arrogante do que as aspas acabam sugerindo.

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Max Verstappen chamou mais a atenção falando de Nelson Piquet do que de Lewis Hamilton em Interlagos (Foto: AFP)

Após a curta e única resposta sobre o tema Piquet, Verstappen seguiu falando de campeonato, da evolução com a Red Bull, do auge técnico, mas também de uma possível mudança de número no futuro. Afinal: vai trocar o #33 pelo #1 caso seja campeão? Sim! Vai!

“Quantas vezes você vai ter a oportunidade de guiar com o #1? Sempre sonhei com isso. E é bom para propagandas também, então é inteligente fazer isso”, seguiu. A Fórmula 1, aliás, não tem um #1 no grid desde Sebastian Vettel, em 2014, justamente na primeira temporada em que a numeração proporcional à posição final de cada equipe no campeonato do ano anterior foi abolida e a fixa foi adotada. Como Nico Rosberg se aposentou logo após o título e Hamilton sempre quis ficar com o #44, seria algo quase que histórico na categoria em 2022, caso a conquista se confirme.

Fora número e questões familiares, o que se viu de Max foi mais do mesmo de 2021, em uma versão cada vez mais pés no chão: Verstappen sabe que o campeonato pode virar do avesso com uma quebra, por exemplo.

“Em quatro corridas, muitas coisas podem acontecer. Estamos bem, mas as coisas podem mudar rapidamente. Eu disse isso depois da corrida no México, já tinha uma vantagem maior no campeonato e isso desapareceu em duas corridas”, explicou.

Ainda que o público na quinta-feira seja quase zero, concentrado mesmo no paddock e nos camarotes, Max foi um dos mais festejados – talvez o mais – pelos fãs brasileiros. O holandês sabe disso e fez questão de festejar a torcida local.

“Eles [os fãs] amam corrida e esportes a motor. A torcida aqui é uma das melhores. Quando vamos ao pódio, eles ficam loucos. Ansioso para ter essa experiência novamente”, comentou.

É muito difícil crer que algo mude na postura de Verstappen nos próximos dias em Interlagos. A versão Max focado, tranquilo e quase ‘paz e amor’ é a mais vista em 2021, mesmo que a Red Bull, por vezes, tenha entrado em um cenário mais bélico com a Mercedes.

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