De olho no regulamento de 2025, Porsche e Volkswagen cogitam entrada na Fórmula 1

Grupo Volkswagen considera entrar na Fórmula 1 por conta da previsão para adoção do eFuel a partir da temporada 2025

Como a Haas se transformou do VF-20 para o VF-21 (Vídeo: Haas)

A adoção de combustíveis sintéticos pode atrair novos construtores para a Formula 1. A Porsche e o Grupo Volkswagen consideram entrar no Mundial a partir de 2025, quando uma mudança no regulamento indica o uso de combustíveis mais sustentáveis.

Os eFuel são combustíveis que neutralizam a emissão de carbono na atmosfera e que podem ser usados por motores de combustão interna sem o impacto ambiental dos combustíveis fósseis. Um consórcio formado por empresas com Porsche, Siemens, AME, Enel e ENAP, além da convidada ExoonMobil, trabalha na produção de combustíveis sintéticos em larga escala.

Os chamados eFuel são produtos feitos a partir da formação de cadeias de hidrocarbonetos, fruto da reação do hidrogênio da água com o carbono da atmosfera. Assim, o carbono resultante do processo de queima do combustível é o mesmo que é utilizado na produção, o que faz com que a quantidade de gás na atmosfera não aumente.

F1 planeja adotar combustíveis mais sustentáveis a partir de 2025 (Foto: Divulgação)

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“Seria muito interessante se aspectos de sustentabilidade ― como, por exemplo, a implantação de eFuel ― desempenhassem um papel nisso”, disse Fritz Enzinger, vice-presidente da Porsche Motorsport. “Se esses aspectos forem confirmados, vamos avaliarem detalhes dentro do Grupo VW e discutir os próximos passos”, seguiu.

A Fórmula 1 planeja adotar os e-Fuels a partir da temporada 2025. De acordo com a BBC, a Porsche já está envolvida nas discussões sobre o novo regulamento de motores.

“A Porsche e a Volkswagen AG estão constantemente observando as mudanças no regulamento de várias categorias relevantes do esporte a motor ao redor do mundo. Este também é o caso com os novos regulamentos de motor e trem de força emergentes para a Fórmula 1 a partir de 2025”, confirmou Enzinger.

O plano da F1 prevê, ainda, alcançar a selo de carbono zero até 2030.

Enzinger, porém, disse que Porsche e Volkswagen “não estão ativamente representadas nesses fóruns”. No ano passado, o Grupo VW encerrou as atividades no esporte a motor com motores a combustão.

Ainda de acordo com fontes da BBC, caso o grupo Volkswagen ― que reúne também as marcas Audi, Seat, Skoda, Bentley, Bugatti, Lamborghini, Jetta e Ducati ― opte por entrar na Fórmula 1, seria com marcas como Porsche ou Audi. Ainda não está claro, porém, se seria como equipe própria ou na condição de fornecedor de motor. A publicação britânica aponta Red Bull, McLaren e Williams como possibilidades.

Chefe da equipe dos energéticos, Christian Horner não falou exatamente sobre a Porsche, mas já admitiu que a Red Bull está aberta a parceria com fabricante de automóveis. A parceria atual é com a Honda, que vai deixar o Mundial no fim do ano.

“Se aparecer um parceiro empolgante, então, claro, faz sentido olhar para isso muito seriamente, seja uma OEM [fabricante original de equipamento, na sigla em português] ou outro tipo de parceiro”, comentou Horner.

Do lado da Williams, a ligação mais estreita é com Jost Capito. O diretor-executivo da Williams fez carreira no grupo Volkswagen e comandou a divisão esportiva da VW entre 2012 e 2016. O veterano de 62 anos também atuou na Porsche entre 1989 e 1996.

Na McLaren, Andreas Seidl, atual chefe do time, também trabalhou na Porsche Motorsports. A escuderia de Woking, porém, não quis comentar. “Nunca comentamos especulações”, disse um porta-voz da equipe.

Além disso, Stefano Domenicali, novo chefão da F1, também tem passagem pelo Grupo VW. Recentemente, o italiano falou sobre como vê o futuro do esporte.

“Eletrificação, completamente elétrico, não é o único caminho para o futuro”, disse Domenicali. “Um caminho hibrido é o que queremos oferecer no futuro como a plataforma certa com a qual cada uma deles [fábricas] pode apresentar seus produtos”, seguiu.

“Hibrido será uma plataforma diversificada na qual podem investir e promover a eficiência e suas unidades de potência ou trens de força”, ponderou. “A neutralização de carbono é outro elemento que está no centro das nossas discussões ― combustível ecológico, combustível orgânico. O bom é que todas as OEM e as equipes compartilham desta visão”, encerrou.

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