Diretor diz que FIA “tentou fazer o melhor” e justifica decisão de não adiar GP da Bélgica

Diretor de prova da FIA para a Fórmula 1, Michael Masi disse que há uma “lista completa e páginas” de motivos para não adiar o GP da Bélgica. Sobre o temporal que deu as caras em Spa-Francorchamps neste domingo, o australiano lamentou: “O tempo levou a melhor sobre nós”

Sergio Pérez bate carro da Red Bull na volta de saída aos boxes para a largada do GP da Bélgica (Vídeo: F1)

O caótico domingo (29) da não-corrida na Bélgica já entrou para a história da Fórmula 1. Seja para a duração da corrida, com apenas 1 volta oficialmente contabilizada pela cronometragem oficial da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), seja pelo desfecho confuso e controverso. A direção de prova, capitaneada pelo australiano Michael Masi, entende que não houve alternativas, já que o dirigente levou em conta que cancelar a prova não seria uma opção, tampouco adiar a disputa para segunda-feira, opção rechaçada pelo diretor da FIA para a F1.

A decisão de conduzir a corrida e realizá-la com apenas poucas voltas em regime de safety-car para que a prova pudesse ser considerada válida, ainda com a distribuição de pontos pela metade, foi duramente criticada por Lewis Hamilton: “O dinheiro é que manda”, bradou o heptacampeão.

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Michael Masi defendeu as decisões da FIA neste domingo em Spa (Foto: Kenzo Tribouillard/AFP)

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No entendimento de Masi, contudo, não houve escolha. “Foi um longo dia. Vimos o pior do tempo hoje. As condições não foram as melhores em todo o fim de semana, mas hoje o tempo levou a melhor”, lastimou o diretor em entrevista veiculada pela emissora britânica Sky Sports.

“O negócio era ver como estavam as condições. Estávamos em contato constante com nosso provedor meteorológico oficial. Havia uma janela em que parecia ser possível dar um aviso de 10 minutos”, afirmou Masi sobre o momento em que acreditou ser possível começar a corrida depois de mais de três horas de espera.

“Várias equipes viram essa janela, mas aí o tempo levou a melhor sobre nós”, lamentou o australiano.

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O dirigente se mostrou desiludido com a mais extrema situação que encarou desde que assumiu a direção de prova da FIA para a Fórmula 1. “É decepcionante para todos e tentamos fazer o melhor possível”. Masi, no entanto, reforçou que o principal objetivo sempre foi garantir a segurança dos envolvidos.

“Da perspectiva da FIA e da Fórmula 1, a segurança é fundamental para os pilotos, equipes e todos os espectadores. Demos todas as oportunidades, oportunidades disponíveis dentro do regulamento e do Código Esportivo Internacional. Infelizmente, neste caso, não pudemos percorrer a distância [de corrida]”, complementou.

Perguntado sobre a possibilidade de remarcar a prova para segunda-feira, solução que costuma ser habitualmente adotada pela Indy e pela Nascar em casos extremos de chuva, o diretor da FIA para a Fórmula 1 justificou a decisão, tomada sobretudo por razões logísticas. O Mundial segue já para Zandvoort, palco do GP da Holanda no próximo fim de semana. O circuito fica a menos de 3 horas de distância (ou 295,3 km) de Spa-Francorchamps.

“Não há como adiar a corrida para amanhã. É uma lista completa de motivos. Seriam páginas. Organizadores, todos aqui. Não há como adiar para outro dia”, concluiu.

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