Disney desiste da Fórmula 1 e deixa caminho aberto para renovação com Globo

O canal que reúne ESPN e FOX Sports considera a proposta de Liberty Media/FOM inviável financeiramente mesmo se houvesse uma aliança com o SBT

A Disney é uma concorrente a menos na disputa pelos direitos de transmissão da Fórmula 1 a partir da temporada 2021. A possível parceria com o SBT para adquirir o campeonato não se concretizou, e o grupo desistiu por entender que não é financeiramente viável, apurou o GRANDE PRÊMIO nesta terça-feira (15).

A Disney sempre se colocou favorável a uma parceria com uma TV aberta porque já sabia que, primeiro, era a preferência do Liberty Media nas negociações e, segundo, não teria dinheiro para bancar um acordo sozinha. A opção mais óbvia seria o SBT também porque a marca já tinha, em termos de programação, vínculos em desenhos e filmes e já cedeu profissionais seus ao grupo de Silvio Santos no campo esportivo — Paulo Soares, o Amigão, narrou a Copa do Mundo da França, em 1998, e o Paulistão 2003, que também teve Paulo Andrade na cobertura.

Mas as conversas entre SBT e Disney sobre a Fórmula 1 foram até que superficiais para quem queria algo mais robusto, apurou o GRANDE PRÊMIO.

F1 não sabe onde será transmitida no Brasil em 2021 (Foto: AFP)

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Além do preço, o SBT também desistiu por conta das afiliadas. A emissora, que não tem o mesmo alcance que a Globo, teria de pagar para as afiliadas transmitirem a categoria, sobretudo nas corridas de domingo de manhã – o horário não é nacional até a entrada do ‘Domingo Legal’, programa de Celso Portiolli.

Assim, ficaria difícil vender um plano de patrocínio com um Ibope certamente menor, cujo valor teria de ser repassado para as várias retransmissoras locais.

A corrida pelos direitos de transmissão da Fórmula 1 em 2021 começou em agosto, quando a Globo, que transmitiu todas as temporadas de forma ininterrupta desde 1981, anunciou a não renovação do contrato com o grupo Liberty Media.

Sebastian Vettel é uma das estrelas da F1 (Foto: AFP)

Outras emissoras da TV aberta, como a Bandeirantes, demonstraram interesse, mas esbarraram em dificuldades financeiras. Em setembro, o consórcio Rio Motorsports, que sonhava em construir um autódromo no Rio de Janeiro, anunciou a compra dos direitos, mas o anúncio da desistência veio em novembro, após o grupo não dar as garantias financeiras necessárias ao Liberty Media.

Com os meses de indefinição, a Globo voltou à mesa de negociações para manter o campeonato em sua programação na temporada 2021, a pedido de Chase Carey, que ocupa o posto de chefão da Fórmula 1 até o fim do ano antes de dar espaço ao italiano Stefano Domenicali.

Carey foi o responsável por todo o imbróglio que ajudou a tirar a Globo, em um primeiro momento, da transmissão da categoria e dar força para a Rio Motorsports. Quando notou que não sairia autódromo nem dinheiro garantindo o acordo para os direitos de TV, entrou em contato pessoalmente com a prefeitura de São Paulo para reatar a parceria com Interlagos e pedir que a Globo considerasse uma nova proposta.

A Globo, então, fez uma oferta menor que os US$ 20 milhões (R$ 101,95 milhões) então propostos inicialmente, soube o GRANDE PRÊMIO. Liberty Media/FOM fizeram uma contraproposta. As negociações avançam e se encaminham para um resultado para que a Fórmula 1 permaneça no grupo, mas com menos transmissões em TV aberta e mais no SporTV.

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