F1

Dispensado anos atrás pela F1, Klien segue lei e cumpre serviço militar obrigatório na Áustria aos 33 anos

Christian Klien tem 33 anos de idade e vai passar por seis meses servindo ao exército austríaco. O ex-piloto da F1 'fugiu' da obrigação quando completou 17 anos por conta da carreira no automobilismo e das chances de chegar à F1. Agora, mesmo tendo vivido muitos anos fora do país, vai cumprir a lei local

Warm Up / Redação GP, do Rio de Janeiro
 

Christian Klien vai cumprir o serviço militar obrigatório. Não, não está errado. É exatamente isso. Aos 33 anos de idade, Klien, ex-piloto de Jaguar, Red Bull, Hispania e, como reserva, de Honda e BMW, vai realizar o serviço militar na Áustria. Em território austríaco o período militar é obrigatório, mas Klien, por conta de sua carreira e da F1, conseguiu fugir na época em que se alistou pela primeira vez.
 
Klien, hoje piloto de GT3 e comentarista da F1 para a TV austríaca, comentou o fato em entrevista à revista local 'Speed Week'. Acontece que na Áustria o serviço militar precisa ser realizado a partir dos 17 anos por todos os homens até os 35. Quando completou 17 anos, em 2000, o piloto estava na F-BMW e crescendo na carreira. Nos anos seguintes, F-Renault, F3 e, em 2004, a F1 foram os destinos. 
 
O piloto brinca que na época o exército austríaco entendeu a situação e liberou-o. Agora, mais de uma década e meia depois, vai cumprir a obrigação cívica que deve durar seis meses.
 
"Eu estava prestes a chegar na F1 com a Jaguar, mas o exército cooperou muito na ocasião. Agora estou completando minha obrigação, ainda que eu tenha vivido fora do país por dez anos", contou. "Até meu amigo Kimi Räikkönen precisou cumprir o serviço na Finlândia, e obviamente não o machucou", falou.
Hermann Tilke e Christian Klien (Foto: Red Bull/Getty Images)
Enquanto lida com o novo trabalho, Klien também espera seguir frequentando os paddocks da F1 como comentarista. Ele crê que a parte física será exigida pelas novas regras, obrigando os pilotos a estarem 'na ponta dos cascos' fisicamente, assim como nos seus anos de F1.
 
"Com certeza 2017 vai ser fisicamente complicado para todo mundo por causa dos pneus mais largos e a nova aerodinâmica. Talvez eles precisem trabalhar tão duro quanto a gente precisava em meados dos anos 2000. Não importa a quem você pergunte - Alonso, Webber -, todos vão dizer que estavam fisicamente no limite. Para mim, isso era normal. Não conhecia outra forma", encerrou.
 
Klien deixou a F1 sem impressionar muito pelos resultados. Sua melhor corrida foi um quinto lugar no GP da China de 2005, então pela Red Bull.