F1

“Ele não traz dinheiro”: chefe da Haas enfatiza decisão técnica para contratar Fittipaldi como piloto de testes

Ao lado do novo contratado da Haas, Guenther Steiner ressaltou a importância de ter um piloto de testes permanente para ajudar a escuderia norte-americana a acelerar seu desenvolvimento na F1. O italiano reforçou que Pietro Fittipaldi não chega pela publicidade do sobrenome
Warm Up, de São Paulo / FERNANDO SILVA, de Interlagos
 Pietro Fittipaldi (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

Com a bênção de Gene Haas e Guenther Steiner, Pietro Fittipaldi foi contratado como novo piloto de testes da equipe de Kannapolis para 2019. É o primeiro compromisso oficial do brasileiro de 22 anos com uma equipe do Mundial de F1. Naturalmente, ainda mais em um fim de semana de GP do Brasil, o piloto foi um dos mais procurados pelos jornalistas nos últimos dias em Interlagos. Assim, uma nova coletiva de imprensa foi realizada no fim da tarde deste sábado (10) no autódromo paulistano, quando falou ao lado de Steiner, o chefe de equipe da Haas.
 
O dirigente italiano, à frente da equipe desde a sua entrada no Mundial, há dois anos, destacou a importância da chegada de Fittipaldi, um piloto jovem, mas com bagagem no automobilismo, como grande ajuda para a evolução do time como um todo ao ter um piloto capaz de fazer os trabalhos de testes tanto no carro físico como também no simulador e atuar em conjunto com os dois titulares, Kevin Magnussen e Romain Grosjean.
 
Ciente do papel cada vez mais preponderante do fator financeiro na F1, Steiner falou que Fittipaldi chega à Haas pela sua capacidade e não por trazer patrocínio à equipe. 
Pietro Fittipaldi chega à Haas como novo piloto de testes a partir de 2019 (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
“Isso é sempre algo difícil nessa época de F1 de ‘quanto você paga’. E ele não traz dinheiro, vamos deixar isso bem claro: ele é nosso piloto de testes, não trouxemos Pietro porque ele traz dinheiro, por causa da publicidade do [sobrenome] Fittipaldi”, enfatizou o chefe da Haas, convicto.
 
“O plano é ele guiar o carro em Abu Dhabi nos testes depois da corrida. Expliquei todo o plano para Pietro. Nós somos uma equipe muito nova, e temos de melhorar a performance do carro, então precisamos de coisas como um piloto de testes, um piloto de simulador, alguém para estar na sexta-feira à noite para trabalhar no simulador, fazer a correlação entre o carro de corrida e o simulador”, destacou Guenther.
 
Fittipaldi traz sua gama de patrocínios pessoais, dentre os quais se destacam as marcas da América Móvil, como Embratel e Claro, de propriedade de Carlos Slim.
 
O mais novo piloto de testes da Haas ressaltou o papel da famosa família Fittipaldi como incentivadora principal da sua carreira, sendo a mola-mestra da realização do seu sonho desde menino, de iniciar a trajetória como piloto com o objetivo final de chegar à F1. 
 
“Eu venho de uma grande família do automobilismo, então é um privilégio enorme. Minha mãe me levava a cada fim de semana para as corridas, sempre desenvolvendo a mim e meu irmão [Enzo, campeão da F4 Italiana em 2018] no automobilismo. Eles se mudaram de Miami para a Carolina do Norte por minha causa, porque comecei a correr na Nascar”, lembrou.
 
“Então eles fizeram muitos sacrifícios para que tanto eu como meu irmão pudéssemos seguir nossos sonhos. A família é muito importante, se não tivesse o apoio da família seria tudo muito difícil. E claro, ter meu avô, ter Christian, Max Papis, meu tio, me apoiando, é uma ajuda enorme. Sou muito grato a eles e, especialmente, aos meus pais”, complementou.
 
O GRANDE PRÊMIO cobre ‘in loco’ o GP do Brasil de F1 com os repórteres Evelyn Guimarães, Felipe Noronha, Fernando Silva, Gabriel Curty, Juliana Tesser, Nathalia De Vivo e Pedro Henrique Marum, e o fotógrafo Rodrigo Berton. Acompanhe tudo aqui.