Empresário de longa data, Nicolas Todt fala de pés no chão de Bianchi: “Sempre soube ser humilde e agradável com todos”

Nicolas Todt, filho do presidente da FIA, Jean Todt, e empresário de Jules Bianchi desde o início da carreira do francês, tocou no lado humano de Jules após o funeral do piloto em Nice. Lembrou que numa F1 onde os pilotos podem virar estrelas, Bianchi sempre se manteve a mesma pessoa dócil

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Nicolas Todt era empresário e um dos grandes amigos de Jules Bianchi, a quem chamou de "irmão mais novo que sempre sonhou ter" no último sábado, após saber da notícia de sua morte. Nesta terça-feira (21), Todt foi um dos que falou à imprensa logo após o funeral de Jules, na cidade de Nice, na França.
 
Os dois trabalharam juntos por cerca de uma década, durante toda a subida de Bianchi desde as categorias de base até a F1. Todt, mais uma vez, destacou o lado humano e pés no chão, do jovem francês.
Nicolas Todt, empresário de Jules Bianchi, acompanha funeral de Jules Bianchi (Foto: AP)
"Ele era tão natural, humilde. A F1 é complicada, muitas vezes a pessoa corre o risco de sair da realidade. Mas ele sempre soube ser humilde, agradável, e isso com todos ao seu redor. E isso também o tornou diferente dos demais", disse.
 
Outros dos pilotos agenciados por Todt, Felipe Massa e Pastor Maldonado eram alguns dos mais visivelmente emocionados durante a cerimônia de despedida a Jules.
 
Bianchi morreu na última sexta-feira, após nove meses de coma em uma tentativa de recuperação que nunca aconteceu.
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O acidente que vitimou Bianchi

Na volta 43 do GP do Japão do ano passado, Bianchi perdeu o controle na curva 7 e acertou em cheio o guindaste que tinha entrado na área de escape para remover o carro de Adrian Sutil, que tinha batido no giro anterior. Socorrido ainda na pista, Jules foi levado ao hospital e submetido a uma cirurgia de cerca de 4 horas. Um boletim médico divulgado pela Marussia dois dias depois da batida informou que o piloto de 25 anos sofreu uma lesão axonal difusa, que é uma lesão ampla e devastadora e que, em mais de 90% dos casos, deixa suas vítimas em coma definitivo.

 
Sete semanas após o acidente, Jules foi transferido para um hospital em Nice, na França, onde permaneceu inconsciente até o fim.
 
Após o acidente de Bianchi, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) reuniu uma comissão de notáveis para investigar o que aconteceu em Suzuka. Após o estudo, os especialistas concluíram que o piloto falhou ao não reduzir o suficiente a velocidade ao contornar a curva 7 e minimizaram a presença de um trator na área de escape sem que o carro de segurança fosse acionado.
 
O grupo, presidido por Peter Wright e que contava com mais nove pessoas, dentre elas o bicampeão Emerson Fittipaldi e os ex-dirigentes da Ferrari Ross Brawn e Stefano Domenicali, constatou que se Bianchi tivesse tirado o pé, não teria perdido o controle do carro. Também foi apontada uma falha nos sistemas de segurança da Marussia, embora ela não tenha sido determinante para o que ocorreu.
 
Como homenagem, a FIA decidiu aposentar o #17, o primeiro número a ser proibido no Mundial, que adotou numeração fixa para os pilotos no ano passado. Nem mesmo o #13, que é considerado um número de azar e foi banido de algumas competições meramente pelo fator de superstição, está barrado na F1 e é usado por Pastor Maldonado.
A medida adotada pela FIA não é incomum no esporte a motor. No Mundial de Motovelocidade, por exemplo, a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) aposentou o #58 de Marco Simonecelli da MotoGP, como já tinha feito com o #74 de Daijiro Kato e o #48 de Shoya Tomizawa.

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