Ex-chefe da Haas vê “abordagem pública” como erro da Andretti em negociações com F1

Guenther Steiner afirmou que a Andretti errou em sua maneira de abordar a Fórmula 1 na busca por uma vaga no grid e lembrou da maneira como lidou com as negociações na época em que a Haas ingressou na categoria

Distante do paddock da Fórmula 1 desde que deixou o cargo de chefe de equipe da Haas, no início de janeiro, Guenther Steiner resolveu dar a sua opinião sobre o interesse e consequentes tentativas da Andretti de ingressar no grid da classe rainha no próximos anos, e ainda apontou qual foi o principal erro do grupo norte-americano: tornar toda a questão em algo público.

Antigo apoiador da entrada do time de Michael Andretti na categoria como 11ª equipe, Mohammed Ben Sulayem, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), voltou atrás e afirmou que seria melhor “comprar outra equipe” em vez de tentar colocar mais dois carros no grid. Essa mudança de opinião por parte do emiradense aconteceu poucos dias após Mario Andretti, campeão de F1 em 1978, ter declarado que Greg Maffei, CEO do Liberty Media, afirmou durante um encontro entre os dois em Miami que faria “tudo que estivesse ao alcance” para impedir a entrada da escuderia do filho.

Em uma entrevista ao podcast The Red Flags, Steiner foi questionado sobre a situação da Andretti e apontou o principal erro da esquadra norte-americano durante o processo. “A primeira abordagem foi pública”, apontou o ex-chefe da Haas.

“Quando você quer fazer parte de algo, você não faz isso de maneira pública. Primeiro concorda, se reúne, janta com as partes envolvidas, porque, no final, ele quer entrar em um clube. O clube não quer se associar a ele. Ninguém está pedindo para ele entrar, então é preciso respeitar isso”, explicou o italiano.

Andretti coleciona rejeições enquanto tenta ingressar no grid da F1 (Foto: Marco Miltenburg/Racepictures)

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A última equipe a obter êxito em sua tentativa de ingressar no grid da F1 foi exatamente a Haas, em 2016, onde Steiner já trabalhava internamente antes de assumir a função de chefe de equipe e ocupar a cabine no pit-wall. O ex-dirigente lembrou de como aconteceram as tratativas, nas quais teve participação fundamental.

“Vocês não fazem ideia do quanto trabalhei antes de finalmente obter a licença, antes de eles dizerem sim. Liguei para todos [os envolvidos], e seus filhos, seus sobrinhos, apenas tentando explicar às pessoas qual era a ideia por trás [do projeto], mas não sendo insistente, apenas explicando no que estávamos trabalhando para fazer isso acontecer”, destacou, antes de declarar todo o orgulho pelo trabalho realizado na Haas.

“Foi bom também porque foi uma boa história. Não fracassamos, não fracassei, foi exatamente um sucesso. Não decepcionei ninguém, e você tem de contar às pessoas, dar a elas a confiança de que estão te fazendo um favor, mas não pode decepcioná-las”, finalizou.

Fórmula 1 retorna de 7 a 9 de junho com o GP do Canadá, nona etapa da temporada 2024.

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