Ex-dono da Marussia diz que acidente de Bianchi definiu saída da F1: “Isso me fez pensar que era a hora de partir”

Andrei Cheglakov afirmou que o acidente de Jules Bianchi o fez decidir pela partida da F1. O piloto de 25 anos morreu na última sexta-feira em decorrência das graves lesões sofridas em Suzuka

Ex-dono da Marussia, Andrei Cheglakov afirmou que sua saída da F1 tem relação direta com o acidente sofrido por Jules Bianchi. O piloto de 25 anos morreu na última sexta-feira (17) em decorrência das graves lesões sofridas na colisão em Suzuka.
 
Na volta 43 da corrida de outubro passado, Bianchi perdeu o controle na curva 7 e acertou em cheio o guindaste que tinha entrado na área de escape para remover o carro de Adrian Sutil, que tinha batido no giro anterior. Socorrido ainda na pista, Jules foi levado ao hospital e submetido a uma cirurgia de cerca de 4 horas. Um boletim médico divulgado pela Marussia dois dias depois da batida informou que o piloto de 25 anos sofreu uma lesão axonal difusa, que é uma lesão ampla e devastadora e que, em mais de 90% dos casos, deixa suas vítimas em coma definitivo.
Ex-dono afirmou que acidente de Bianchi definiu saída da F1 (Foto: Getty Images)
Sete semanas após o acidente, Jules foi transferido para um hospital em Nice, na França, onde permaneceu inconsciente até o fim.
 
 Semanas após o acidente de Bianchi, a Marussia entrou em processo de recuperação judicial depois de o time acumular uma dívida de £ 144 milhões (cerca de R$ 717 milhões).
 
“O acidente me fez pensar que era a hora de partir. Depois do que aconteceu no Japão, fiquei profundamente deprimido, porque você tem responsabilidade com as pessoas trabalhando para você”, disse Cheglakov em entrevista ao britânico ‘The Independent’.
 
De acordo com o bilionário russo, Ayrton Senna é um modelo para todos os pilotos e a marca registrada de Bianchi era guiar sempre no limite.
 
“Você nunca aperta um botão sem saber não só o risco, mas até onde você quer ir. Então não há limites, você apenas vai direto, do contrário, não será um campeão”, ponderou. “Ayrton Senna é um modelo para todos eles”, seguiu.
 
Cheglakov disse ainda que a última corrida da Marussia na F1 foi o GP da Rússia, pois “seria injusto com meu país” encerrar as atividades antes de Sochi. O bilionário afirmou que tentou encontrar um investidor para o time, mas não conseguiu, o que acabou resultando na mudança para Manor.

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