F1 anuncia decisão do governo e cancela GP do Japão por alta nos casos de Covid-19

A organização do Mundial vinha conversando com os organizadores e as autoridades locais, mas o governo japonês optou pelo cancelamento da corrida por conta de um aumento nos casos de Covid-19

A F1 anunciou nesta quarta-feira (18) o cancelamento do GP do Japão deste ano. A mudança é resultado de uma decisão do governo local, que preferiu barrar a disputa prevista para 10 de outubro por causa do aumento nos casos de Covid-19.

A prova em Suzuki formava uma trinca no calendário da Fórmula 1 com os GPs da Rússia e da Turquia. O Mundial ainda não encaixou uma prova substituta, mas está revisando o calendário e se disse “empolgado com o nível de interesse de outras localidades de receber eventos”.

Suzuka receberia o GP do Japão de F1 em 10 de outubro (Foto: Suzuka Circuit)

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A F1 tinha sugerido restrições especiais para poder realizar o GP do Japão, incluindo o uso obrigatório de um voo charter para levar todo o pessoal de Istambul para o país, além de testes, deslocamentos apenas entre o hotel e o circuito, barrando saídas e até mesmo com a alimentação permitida apenas no autódromo de Suzuka.

A decisão em relação ao destino da prova não chega como surpresa, já que era aguardada para agosto, após a revisão dos dados dos Jogos Olímpicos realizados em Tóquio. Além disso, a MotoGP já tinha cancelado a passagem por Motegi e o Mundial de Endurance também desmarcou as 6 Horas de Fuji em 2021.

De acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), o Japão teve uma alta de casos de Covid-19 em agosto e hoje registra um total de 1.159.945 casos, com 15.431 mortes. Foram 15.399 novos casos em 24 horas, com o acréscimo de 23 mortes ao número total.

“Depois de discussões com o promotor e as autoridades no Japão, a decisão foi tomada pelo governo do Japão de cancelar a corrida desta temporada por causa das complexidades na pandemia de Covid-19 no país”, anunciou a F1 em um comunicado. “A Fórmula 1 agora está trabalhando nos detalhes de um calendário revisado e vai anunciar os últimos detalhes nas próximas semanas”, seguiu.

“A F1 provou neste ano, e em 2020, que nós podemos nos adaptar e encontrar soluções para as atuais incertezas e está empolgada com o nível de interesse de outras localidades de receber eventos da Fórmula 1 este ano e além”, destacou.

De partida da F1, a Honda também emitiu um comunicado para lamentar a ausência de Suzuka na programação deste ano.

“Como Honda, estamos particularmente desapontados, pois este é o último ano do nosso projeto na Fórmula 1 e sabemos que muitos fãs estavam ansiosos para comparecer ao evento”, declarou a fornecedora dos motores de Red Bull e AlphaTauri. “A temporada 2021 caminha para um empolgante clímax e vamos dar tudo de nós, lutando firmemente para alcançar nossa meta de vencer o campeonato já que o projeto da Honda na Fórmula 1 chega ao fim e esperamos que nossos fãs continuem a nos apoiar”, completou.

A fase final do calendário da F1 ainda tem uma série de problemas. Turquia, México e Brasil, por exemplo, ainda estão na lista vermelha do Reino Unido, o que significa que todos que visitarem esses países têm de fazer dez dias de quarentena em um hotel aprovado pelo governo, o que dificulta a programação. E a Fórmula 1 não recebeu uma exceção do governo.

O GP de São Paulo, porém, já foi confirmado do governo estadual, com o governador João Doria (PSDB) inclusive revelando planos de vender 100% dos ingressos para Interlagos. A etapa da F1 é encarada como um evento teste para a retomada das atividades.

Além disso, a situação dos Estados Unidos também não é confortável. Embora o país não esteja listado como alerta pelos britânicos, o Texas vive um momento de alta. Segundo dados do Departamento de Saúde Pública do estado, restam apenas três leitos de UTI disponíveis em Austin nesta quarta-feira.

O Mundial ainda trabalha em alternativas para esta reta final da temporada 2021. O Catar é uma possibilidade, assim como uma segunda corrida no Bahrein.

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